3201 5491

FALE COM A GENTE

ÁREA DO COOPERADO

POTENCIALIDADE EM INIBIR A DOR EM RATOS

Geral

14.12.2010

DIÁRIO DE NATAL | SAÚDE

Publicado no dia 14/12/10





Por outro lado, os resultados das atividades analgésicas são mais próximos da realidade, já que a dor funciona de forma semelhante em todos os seres humanos. Nos testes com ratos e camundongos, as substâncias do extrato da semente da sucupira mostraram potencialidade em inibir a dor. "Nessa etapa, determinamos os mecanismos de ação que podiam estar envolvidos na atividade analgésica. A principal conclusão foi que funciona", comemora Spíndola.

A pesquisa também procurou determinar se o extrato é semelhante a outros analgésicos existentes no mercado: morfina, dipirona e diclofenaco de potássio (o popular Cataflan). "Observamos os mecanismos de analgesia para saber que tipo de analgesia existe é comum no extrato. Só posso adiantar que não há nenhuma semelhança com a morfina", diz o autor do estudo.

A pesquisa agora vai determinar se o extrato é seguro para o uso humano – a parte mais importante de qualquer estudo que busque o desenvolvimento de um medicamento. Isso quer dizer, que os cientista terão que provar se as substâncias descobertas podem ser tóxicas ao organismo – por enquanto, de animais, onde serão testadas primeiramente. Como são os efeitos sistêmicos das substâncias? Elas podem ser usadas todos os dias sem nenhum problema? Essas indagações poderão ser respondidas pelos estudos de toxicidade não clínica.

Entre os problemas mais comuns no estudo de segurança está o fígado, um dos órgãos mais afetados pela ação das substâncias, pois é responsável por seu metabolismo. O outro órgão que pode sofrer problemas no uso de substâncias são os rins, responsáveis por filtrar o sangue e eliminar as toxinas do corpo. "O produto pode ser excelente nas suas atividades, mas se atingir algum órgão, não serve para nada", ressalta o farmacêutico. "Toda pesquisa é um tiro no escuro. Você descobre uma ação importante de alguma substância, mas pode esbarrar na sua toxicidade", lamenta.

Contra tumores

Cientistas da Unicamp descobrem substâncias no extrato de sucupira com potencial de inibir a dor e combater tumores.

Compostos

l As duas substâncias identificadas são vouacapano e geranilgeraniol. Elas são encontradas nas sementes da sucupira.

Matéria-prima

l A Pterodon é conhecida popularmente como sucupira

l Localização: encontrada no cerrado dos estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Bahia

l Altura: 30m a 40m

l Diâmetro: 8cm a 16cm

l Tradição: chá das sementes atenuam dores nas articulações e na garganta

Extração

l Em um recipiente de vidro, os cientistas misturam as sementes trituradas com um solvente (diclorometano) em um recipiente.

l Dessa mistura sai um óleo – o extrato bruto.

Purificação

l Por meio de métodos cromatográficos, são separadas as substâncias presentes no extrato.

Isolamento

l Os pesquisadores isolam as duas substâncias com atividades analgésica e antitumoral.

Experimentos

Antitumoral

Os testes para determinar a eficácia das substâncias encontradas no extrato da sucupira foram feitos in vitro (células) e em camundongos.

In vitro

As substâncias foram injetadas nas células de diversas linhagens tumorais. Os cientistas observaram uma ação maior no combate aos tumores da células com linhagens de câncer de próstata.

Animais

l Os pesquisadores induziram o crescimento do tumor em camundongos.

l Depois, injetaram as substâncias nos tumores.

l Os resultados demonstraram ação capaz de combater o tumor de camundongo.

Analgésico

l Nos testes, foram utilizados ratos e camundongos para determinar a eficácia das substâncias.

l Os cientistas provocaram estímulos dolorosos na pele e mecânicos.

l Após os estímulos, aplicaram as substâncias no organismo dos animais e observaram que elas eram capazes de atenuar a dor.

Próximo passo

l Estudar se as substâncias são tóxicas ao organismo.

Expectativa na aplicação

l Uso oral contra dores.

l Pomadas e cremes de massagem para aliviar as dores reumáticas.

Fonte: farmacêutico Humberto

Moreira Spíndola

Fonte: DIÁRIO DE NATAL | SAÚDE