3201 5491

FALE COM A GENTE

ÁREA DO COOPERADO

“Setembro dourado” alerta para necessidade do diagnóstico precoce no combate ao câncer infantil

Geral

02.09.2016

Presidente da Casa de Apoio à Criança com Câncer, Rilder Campos, estima que 150 novos casos sejam registrados anualmente no RN.
Teve início nesta quinta-feira (1) a campanha “Setembro dourado” que visar alertar para o diagnóstico precoce de câncer em crianças e adolescentes. De acordo com o presidente da Casa de Apoio à Criança com Câncer Durval Paiva, Rilder Campos, estima-se que cerca de 150 crianças sejam atendidas anualmente pela instituição no Estado.

Rilder contou que a campanha faz parte do calendário de eventos oficiais do município há dois anos, e falou sobre a importância fundamental de se fazer um diagnóstico precoce.

“O câncer em crianças diagnosticado e tratado precocemente, aumenta muito a chance de cura, cerca de 80% a 90%. São registrados cerca de 150 novos casos por ano somente no estado, e 13 mil no Brasil”, alerta.

Segundo o diretor, no Rio Grande do Norte 80% das crianças vem do interior, de lugares onde as famílias não têm informações e serviços de saúde competentes. O que demanda um tempo enorme para fazer o diagnóstico precoce. “A gente chega em determinados lugares e ouvimos histórias de crianças que morreram sem ter acesso a nada. Sem ter a chance de lutar pela sua vida”, lamenta.

“Nós precisamos sensibilizar a todos, não apenas as famílias das crianças que já tiveram câncer. Essa enfermidade é democrática e se dá em todas as classes sociais, agindo de forma silenciosa, invasiva e devastadora, precisamos mudar isso”, enfatiza.

Os pais devem ficar atentos a alguns sinais da doença como: sangramentos gengivais, manchas no corpo, abdômen dilatado e febre constante. O câncer mais comum é a leucemia. A casa Durval Paiva circula há mais de 15 anos pelo estado em busca desses pacientes, no entanto, Rilder reconhece que o suporte ainda não é suficiente.

“Temos um serviço em Mossoró e dois em Natal para todo o estado. O grande problema é que não temos especialistas, e nem sempre dispomos de médicos em cidades do interior”, revela.

Ainda de acordo com Rilder são casos de vida ou morte, e é preciso levantar a bandeira do diagnóstico precoce. “O tratamento tardio é mais invasivo, caro e doloroso, além da possibilidade de cura diminuir. Queremos que as pessoas tenham direito de ter acesso e um tratamento digno”, aponta.

A Casa Durval Paiva já acolheu quase de 1.500 crianças ao longo de 21 anos, e, é referencia no enfrentamento a doença em vários aspectos como moradia, fornecimento de remédios, exames e alimentação. Também já foram construídas 80 casas com condições de acolher pacientes que precisam de recuperação.

O projeto que é também de inclusão social, e mantido principalmente através de doações da sociedade, e, números apontam para cerca de 20 mil pessoas doadoras. Interessados em ajudar encontram informações através do site www.casadurvalpaiva.org.br e pelo telefone 4006-1600.

A casa também está aberta a visitas, e captação de trabalhos voluntários e fica na Rua Clementino Câmara, no Barro Vermelho, zona Leste de Natal.

Fonte: Nominuto