EUA proíbem químicos de sabonetes antibacterianos por riscos à saúde
Geral
05.09.2016
A FDA (Food and Drug Administration, a Agência Americana de Alimentos e Medicamentos) proibiu na sexta-feira (3) vários químicos utilizados nos sabonetes antibacterianos devido aos riscos que representam para a saúde, ao mesmo tempo em que afirmou que não são mais efetivos que o sabonete tradicional.
A FDA proibiu 19 ingredientes, incluindo dois dos mais comuns, triclosan e triclocarban, que são amplamente utilizados em sabonetes antibacterianos líquidos e em barra, apesar de danificarem o sistema imunológico.
“Os consumidores podem pensar que os sabonetes antibacterianos são mais efetivos para evitar os germes, mas não existe evidência científica de que sejam melhores que água e sabão comum”, disse Janet Woodcok, diretora da divisão de drogas da FDA.
A proibição não inclui produtos desinfetantes para mãos utilizados nos hospitais e em outros centros de saúde.
Theresa Michele, que trabalha na área de cuidados pessoais da FDA, disse que a maioria dos produtos não médicos que estão no mercado contêm ao menos um dos ingredientes proibidos.
Os fabricantes têm um ano para cumprir as novas regras e alguns estão prontos para retirar de seus produtos os ingredientes em questão, acrescentou a FDA.
“Lavar as mãos com água e sabão é um dos passos mais importantes que um consumidor pode tomar para evitar contrair uma doença e prevenir a transmissão de germes a outras pessoas”, indicou o comunicado da FDA.
No entanto, o Instituto Americano de Limpeza (ACI) considera que estes sabonetes são seguros.
“Os sabonetes antibacterianos são chave para a saúde devido à importância das mãos limpas na prevenção de infecções”, disse o ACI em um comunicado.
“Lavar as mãos com sabonetes antissépticos pode ajudar a reduzir o risco de infecção, mais que a lavagem com água e sabonete não antibacteriano”, acrescentou.
Por sua vez, o Grupo de Trabalho Ambiental aplaudiu a proibição anunciada.
“Esta decisão da FDA é uma importante vitória para a saúde humana e o meio ambiente”, disse Ken Cook, cofundador e presidente deste grupo, que defendia há uma década esta proibição.
Reprodução: UOL