ESTADO: MORTALIDADE NEONATAL PREOCUPA AUTORIDADES
Geral
10.08.2010
DIÁRIO DE NATAL – 10-08-2010
Secção: Cidades
Por: Francisco Francerle
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Publicado no dia 10/08/10
MORTALIDADE NEONATAL PREOCUPA AUTORIDADES
Redução do índice de óbitos entre crianças com até 28 dias é uma das principais metas da Sesap
A mortalidade infantil tem caído substancialmente no Rio Grande do Norte ao longo dos anos, mas a mortalidade neonatal tem persistido. Segundo dados da Secretaria de Saúde do Estado – Sesap, no período de 2000 a 2008 houve redução na taxa de mortalidade infantil de 47/1000 para 28/1000 nascidos vivos. Isso quer dizer que de 1 mil crianças nascidas vivas, 28 estão indo a óbito antes de completar um ano de idade. Já a mortalidade neonatal, que acontece no período de até 28 dias de nascimento, tem se mantido entre 10 e 12 mortes nos últimos anos. Essa realidade tem preocupado a Sesap que faz reunião hoje, a partir das 8h, com o "Comitê Estadual de Mortalidade Materna e Fórum Perinatal", no auditório do Centro de Formação de Pessoal para os Serviços de Saúde (Cefope).
Segundo a coordenadora de promoção à Saúde da Sesap, Celeste Rocha, o objetivo é mobilizar os profissionais da saúde e a sociedade civil na promoção de políticas e ações integradas que promovama melhoria da saúde materna e infantil. "Dessa forma, serão discutidas estratégias que melhorem o atendimento nas unidades básicas de saúde", disse ela. A reunião faz parte do Pacto Nacional pela Redução da Mortalidade Materna e Neonatal, que é estratégia prioritária adotada pelo governo federal e pelo governo do estado. Participarão técnicos da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e Antonieta Marinho, representante do Ministério da Saúde, que falará sobre o resultado das investigações dos óbitos maternos e neonatais nos municípios prioritários – Natal, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Ceará Mirim, Macaíba, Mossoró, Caicó, Pau dos Ferros e Currais Novos.
Pré-natal
Para Celeste Rocha, se o estado comemora os índices de redução à mortalidade infantil é necessário não se acomodar com os atuais índices de mortalidade neonatal que, apesar de não ter aumentado também não têm diminuído nos últimos anos. "E o mais importante é que a maioria dessas mortes acontece nos primeiros sete dias de vida, o que mostra quesão decorrentes de problemas do parto e, principalmente, do pré-natal", disse Celeste.
Intervir na assistência pré-natal e no parto e ainda reforçar a prática do aleitamento materno e os cuidados na primeira semana de pós-parto, que é o período que muitas mães e crianças estão suscetíveis a infecções, são importantes medidas a serem tomadas pelo sistema público de saúde", disse Celeste Rocha. Além disso, acrescenta ela, é necessário uma atenção mais qualificada no período pré-natal, justamete nos Programas de Saúde da Família, quando se podem identificar prematuramente muitos problemas e riscos tanto para a mãe quanto para o bebê, tendo em vista que a maioria das doenças nessa fase são preveníveis.