MÉDICOS RECEBEM 20% DO50% PROMETIDOS
Geral
24.01.2011
JORNAL DE FATO | MOSSORÓ
Publicado no dia 24/01/11
O Governo do Estado divulgou, por meio da sua Assessoria de Comunicação, que havia quitado o débito com as cooperativas médicas, garantindo assim o pleno funcionamento dos hospitais regionais, em especial o Hospital Regional de Mossoró, que depende exclusivamente dos profissionais cooperados para completar a escala médica de atendimento.
Só que, logo em seguida, o médico José Madson Vidal, por meio de seu Twitter, informou: "As informações dadas à imprensa pela Secretaria de Comunicação do Governo Estadual estão totalmente erradas em relação ao pagamento das cooperativas", ou seja, o atendimento nos hospitais regionais do interior e também da capital estaria comprometido com a falta de manestesiologistas.
Mais adiante, José Madson Vidal disse: "Reafirmo que o Governo do Estado não honrou o compromisso de pagamento a mais de 100 anestesiologistas pelos serviços prestados desde outubro." Em resposta, o secretário Domício Arruda, também via Twitter, disse: "O contrato será quitado tão logo abra o Orçamento 2011. Vamos preparar o empenho. Prioridade absoluta", explica Domício Arruda.
José Madson Vilda, da cooperativa dos médicos, convoca a categoria para uma reunião na terça-feira, 25, para discutir o assunto. Domício Arruda pergunta a Madson Vida se pode participar da reunião de terça-feira. Mas, antes de concluir a conversa pela Internet, o anestesiologista José Madson tranquiliza quem precisa de serviços médicos: "Apesar da falta de pagamento aos anestesistas, continuamos nos hospitais trabalhando e aguardando justificativa e novo prazo da governadora Rosalba Ciarlini." O profissional não respondeu se Domício poderia ou não participar da reunião dos médicos na próxima terça-feira para debater o assunto.
Em se tratando de valores, o impasse entre Governo do Estado e médicos é fácil de compreender. O Governo deve R$ 3,5 milhões às cooperativas, mas só repassou na quinta-feira, 20, data anunciada no dia 5 de janeiro que seria pago o valor de R$ 1,8 milhão. O Governo explicou que tem dinheiro em caixa, mas só pode pagar quando for aberto o Orçamento 2011 do Estado, conforme orientação da Controladoria Geral do Estado.
Dos R$ 3,5 milhões, deveriam ser destinados R$ 1,3 milhão para a Coopmed, presidida pelo médico Fernando Pinto. Entretanto, desse valor, como o Estado pagou só a metade, a Coopmed recebeu só R$ 220 mil. "Nós recebemos apenas 20% do valor da dívida, e não os 50% que foram acordados. É uma pena e lamentamos profundamente a postura do Governo em dizer que cumpriu o que, na verdade, não cumpriu", disse o presidente da Coopmed, Fernando Pinto. "Se não podiam pagar, era só nos chamar para conversar e chegaríamos a um novo acordo", explicou Madson Vidal, presidente da Coopanest.