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PARA MINISTRO DA SAÚDE, GESTORES QUE MELHORAREM ACESSO AO SUS DEVEM SER PREMIADOS

Geral

26.01.2011

Globo.com | PAÍS

Publicado no dia 26/01/11

 



O ministro da Saúde, Alexandre Padilha/Foto: Aílton de Freitas
BRASÍLIA – O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reforçou nesta terça-feira que o governo estuda uma fórmula para premiar os gestores que ampliarem e melhorarem o acesso da população do Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com Padilha, que teve um rápido encontro com os jornalistas na manhã desta terça-feira, o prêmio seria ofertado tanto aos estados como aos municípios que demonstrarem evolução da qualidade de acesso. Segundo Padilha, esse "ganho" por produtividade também seria estendido aos hospitais filantrópicos.

( Saiba quem são os minstros do novo governo )

" Nosso objetivo é premiar aqueles que melhorarem o acesso "

– Nosso objetivo é premiar aqueles que melhorarem o acesso. Premiar quem faz mais e melhor para a população. Essa é a nossa estratégia na discussão de repasses com estados e os municípios, e (também) na discussão com o setor filantrópico – afirmou.

A ideia de premiar com mais recursos quem obtiver melhoria na qualidade de acesso é analisada desde a posse de Padilha à frente da Saúde. Para garantir o prêmio, contudo, o governo deve primeiro criar um indicador e estabelecer metas de qualidade de acesso, outra medida já anunciada pelo ministro. Os indicadores e o cumprimento das metas seriam os mecanismos para beneficiar quem apresentar resultados.

Em rápido encontro com jornalista, o ministro da Saúde evitou tratar das mudanças que devem ser promovidas no comando da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), órgão marcado por denúncias de desvio de recursos públicos. Disse apenas que a gestão está sendo amplamente reavaliada. Segundo ele, ficará no órgão quem estiver comprometido com o novo modelo.

– Nesse momento a prioridade é estabelecer as metas claras. Quem colaborar com isso, vai poder nos ajudar a cumprir essas metas. Não entro em especulação ou debate sobre composição de direção – disse.

No encontro, Padilha ainda fugiu de perguntas sobre a recriação da CMPF, repetindo apenas que os governos federal, estaduais e municipais devem avançar na gestão e que o Congresso deve garantir um financiamento estável para a saúde, referindo-se a aprovação do projeto de regulamenta a Emenda Constitucional nº 29. A proposta está parada na Câmara dos Deputados desde 2008.

– (A CPMF) não é um debate para mim ou para o governo federal. Tenho ouvido o sentimento que devemos avançar na gestão e um financiamento estável. É um debate para o Congresso.

Fonte: Globo.com | PAÍS