Alzheimer tem maior impacto em “jovens idosos”
Geral
09.08.2012
Pessoas que desenvolvem os sintomas do Alzheimer em seus 60 ou 70 anos são mais propensas a sofrer um maior declínio com a doença em comparação com os diagnósticos em pessoas com a idade mais avançada.
Uma equipe da Universidade da Califórnia disse que o “jovem idoso” apresenta taxas mais altas de perda de tecido cerebral e um declínio cognitivo do que os pacientes de Alzheimer com mais de 80 anos, segundo o site Daily News.
A equipe utilizou dados de imagem e biomarcadores de 723 pessoas que participaram da Iniciativa da Neuroimagem a Doença de Alzheimer. Pessoas com 65 a 90 anos foram categorizados com comprometimento cognitivo leve.
O autor do estudo, Dr. Dominic Holland disse:
— Descobrimos que idosos mais jovens apresentam taxas mais elevadas de declínio cognitivo e taxas mais altas na perda de tecido em regiões do cérebro que são vulneráveis durante os primeiros estágios da doença de Alzheimer.
A coautora, Dra. Linda McEvoy disse que não está claro por que essa doença é mais agressiva entre os jovens idosos.
— Pode ser que os pacientes que apresentam um aparecimento da demência em uma idade mais avançada, mostrem uma diminuição da taxa lentamente. Mas por causa da reserva cognitiva e de outros fatores desconhecidos que fornecem resistência contra os danos do cérebro, os sintomas clínicos não se manifestam em idade mais avançada.
Outra possibilidade, de acordo com Holland, é que pacientes mais velhos podem estar sofrendo de demência mista – uma combinação de patologia e outras doenças neurológicas.
— Nós ainda não sabemos a neuropatologia subjacente dos participantes deste estudo.
Simon Ridley, chefe de pesquisa na investigação de Alzheimer Do Reino Unido disse:
— Os resultados ressaltam que a importância de ajudar as pessoas mais jovens com a doença de Alzheimer para ter acesso a tratamentos clínicos, como novas drogas, pode ter um grande impacto em suas vidas.
Fonte: R7