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Aparelhos de monitoramento cerebral mais próximos do uso prático

Geral

11.02.2016

Monitor cerebral portátil

Engenheiros criaram um sistema portátil de monitoramento cerebral, com 64 canais, que rivaliza com os caros equipamentos só encontrados em laboratórios de pesquisa.

O equipamento está mais próximo das aplicações do mundo real, já que, além de portátil, é equipado com sensores secos, que são mais fáceis de aplicar e menos incômodos do que os sensores que dependem de géis.

O objetivo da equipe é tirar esses monitores – que essencialmente são aparelhos de eletroencefalograma – fora do ambiente dos laboratórios. Eles vislumbram um futuro em que as pessoas poderão usar aparelhos desse tipo em conjunto com telefones inteligentes para acompanhar estados do cérebro durante todo o dia.

"Isso vai levar a neuroimagem para o próximo nível, com a implantação em uma escala muito maior. Você vai poder trabalhar nas casas dos voluntários. Você pode colocar isso em alguém dirigindo," exemplifica o professor Mike Yu Chi, da Universidade da Califórnia de San Diego (EUA).

O que falta fazer

Os aparelhos de monitoramento cerebral já são usados em várias aplicações, do estudo e acompanhamento de doenças neurológicas até o controle de robôs, computadores e próteses.

Mas ainda é preciso melhorá-los para que eles gerem dados fiéis quando as pessoas estão em movimento. O novo aparelho já consegue capturar os sinais cerebrais de forma confiável enquanto a pessoa faz uma caminhada leve.

A parte eletrônica também precisa ser melhorada para funcionar por longos períodos de tempo – dias, e mesmo semanas, em vez de horas.

"O cálice sagrado no nosso campo é acompanhar mudanças significativas nas redes cerebrais distribuídas na 'velocidade do pensamento'. Estamos mais perto desse objetivo, mas não chegamos lá ainda," reconhece o professor Tim Mullen, coordenador da equipe.

Fonte: Diario da saúde