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Atendimento na Maternidade Leide Morais está suspenso

Geral

24.12.2012

Inaugurado em 2008 pelo então prefeito Carlos Eduardo, e reinaugurado um ano depois pela prefeita Micarla de Sousa, o Hospital da Mulher e Maternidade Leide Morais, na zona Norte de Natal, acumula problemas na estrutura física do prédio, que vão desde infiltração até mofo espalhado pelas paredes da unidade hospitalar. Além desses problemas, o Hospital da Mulher sofre com a irregularidade na escala de médicos. A falta de condições mínimas de trabalho somado à deficiência no cumprimento das escalas médicas tem feito as mulheres que procuram atendimento na maternidade serem transferidas para o Hospital Santa Catarina.
Na manhã deste sábado (22), um cartaz afixado na porta de entrada da unidade é o sinal de que o Hospital não está funcionando.

Estamos sem atendimento médico por problemas de gestão. Por favor, procure o Hospital Santa Catarina ou outro serviço obstétrico para atendimento”. Com a paralisação, os 22 leitos, sendo 17 suítes, da maternidade estavam vazios.

A diretora da Maternidade Leide Morais, Anailde da Silva Neto, explica que o problema de gestão exposto no referido cartaz é referente a ausência dos médicos da Cooperativa dos Médicos do Rio Grande do Norte (Coopmed), que mesmo após a paralisação não retornaram o atendimento na unidade. Desde o dia 15 de dezembro o atendimento está suspenso, pois os médicos obstetras e pediatras do quadro já cumpriram a carga horária e o restante da escala de plantões seria preenchido com os médicos da Coopmed. “A informação que temos é que a partir do dia 2 de janeiro o atendimento será retomado com os médicos da Cooperativa e com os do Município”, afirmou.

O diretor da Cooperativa dos Médicos do RN, Julimar Nogueira explicou que os profissionais que atendiam na Maternidade Leide Morais, quando do impasse diante da negociação da renovação do contrato com a Prefeitura de Natal, assumiram outros compromissos, o que dificultou o encaminhamento de profissionais para cumprir a escala médica no Leide Morais. Além disso, outros profissionais pediram descredenciamento da Cooperativa. “Estamos buscando novos cooperados e em janeiro essa situação será normalizada com os médicos da cooperativa”, garantiu o diretor da Coopmed.

Na tarde desta sexta-feira (21), um sinal de esperança para a única maternidade municipal da zona Norte de Natal, que atende parto de baixa complexidade. O atual prefeito de Natal, Ney Júnior assinou contrato para reforma da Maternidade Leide Morais. No entanto, como a Justiça determinou o afastamento do prefeito Ney Júnior, a assinatura do convênio poderá ser anulada, mas os recursos para a obra não serão perdidos, pois os R$ 250 mil são oriundos do programa federal Rede Cegonha.

A diretora da Maternidade Leide Morais, Anailde da Silva Neto conta que ainda não tomou conhecimento da assinatura do contrato, mas reconhece a necessidade da reforma. A lista de problemas que os profissionais enfrentam diariamente na Maternidade Leide Morais é bem extensa. Além de problemas com o gerador, o abastecimento da farmácia com faltas constantes de insumos, desde sondas, luvas, bolsas coletoras de urina, medicamentos anestésicos, agulha de punção lombar, clamp umbilical e falta de água mineral para preparo das dietas líquidas e complemento alimentar dos recém-nascidos.

Além disso, os profissionais pedem o restabelecimento do serviço de ambulância móvel 24 horas e reclamam da segurança insuficiente, uma vez que os funcionários têm sido assaltados no estacionamento da Maternidade, além do furto de veículos. O prédio, apesar de novo, sofre com a deterioração da estrutura física pela falta de manutenção que se encontra com problemas de infiltração, mofo, piso danificado, com áreas sem continuidade e com regiões de acúmulo de sujeira e líquidos, além do desabamento de gessos em várias suítes, forçando a interdição delas e gerando redução na capacidade de atendimento comprometendo, assim, a saúde dos profissionais e usuárias.

Reprodução: Jornal de Hoje