Biópsia líquida: biópsia no sangue já é realidade para alguns tipos de sangue
Geral
15.10.2016
Começa a chegar ao Brasil um tipo de exame que promete melhorar o tratamento do câncer. E a novidade não poderia ser melhor, pois o exame causa menos sofrimento já que a biópsia líquida* é simples e indolor.
O tratamento não recebeu o nome "biópsia líquida" por acaso. A razão é que basta uma coleta de sangue tradicional (como fazemos quando tiramos sangue para outros tantos exames) para diagnosticar alguns tipos de sangue.
O que é biópsia líquida?
Trata-se de uma análise molecular sofisticada do câncer. a biopsia liquida é capaz de identificar fragmentos de DNA(foto) de tumores presentes na corrente sanguínea e indicar sua presença antes mesmo destas partes de DNA ficarem visíveis nas biópsias convencionais, numa fase em que podem ser bloqueados.
A ideia não é nova — já escrevi sobre as pesquisas sobre a biópsia líquida — ; já vem sendo testada há alguns anos por vários laboratórios no mundo todo.
A biópsia líquida livra pacientes de procedimentos mais caros e invasivos — as biópsias tradicionais –, que demandam internação, participação de vários profissionais e têm riscos.
Porém, a biópsia líquida indica terapias mais caras, inacessíveis para a grande maioria das pessoas com câncer.
O exame mostra ao médico que medicamento pode combater determinada mutação genética ligada ao câncer do paciente. São remédios chamados de terapias-alvo. Eles têm menos efeitos colaterais por serem específicas.
Quais as vantagens da biópsia líquida?
Este novo tipo de biópsia permite o acompanhamento do tratamento contra o câncer escolhido pelo oncologista e também o monitoramento de metástases ou a reincidência de tumores.
Segundo a médica patologista e diretora da Sociedade Brasileira de Patologia (SBP), Gerusa Biagione, a técnica é capaz de detectar no estágio inicial até os menores tumores malignos (câncer), a técnica permite a investigação de tumores ao rastrear ghttp://www.coopmedrn.org.br/admin/noticias/noticia/add/eneticamente a doença devido à presença de fragmentos de DNA “soltos” na corrente sanguínea.
Não precisaremos fazer biópsia tradicional?
Não é bem assim, a *biópsia líquida não veio para substituir — pelo menos por enquanto — a biópsia tradicional para diagnosticar inicialmente o câncer, explica o geneticista Mariano Zalis, diretor técnico da Progenética e pioneiro na técnica no Brasil. Sua aplicação hoje é no acompanhamento do tratamento e no controle do tumor.
Quais tipos de câncer são diagnosticados e/ou controlados pela biópsia líquida?
Por enquanto, a biópsia do sangue poderá diagnosticar/controlar os seguintes tipos de sangue:
- pulmão[Câncer de pulmão assintomático, gera preocupação]
- mama [Exame de sangue detecta câncer de mama 5 anos antes]
- pâncreas [Câncer de pâncreas poderá ser eliminado em 6 dias]
- cólon [Diabéticos têm maior risco de ter câncer de cólon]
Fontes: Somatic genomic landscape of over 15,000 patients with advanced-stage cancer from clinical next-generation sequencing analysis of circulating tumor DNA (http://meetinglibrary.asco.org). / Fundação do câncer [Diagnóstico preciso para tratamento caro: biópsia líquida chega ao país] / LabNetwork [Biópsia líquida, a nova arma na luta contra o câncer].
No entanto, nas palavras do oncologista clínico Carlos Gil, a biópsia líquida é potencialmente uma revolução tecnológica, com desdobramentos da terapia quase inexplorados.
Fonte: R7