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BRASIL E BANCO MUNDIAL ASSINAM ACORDO DE US$ 200 MILHÕES PARA COMBATE À AIDS

Geral

07.10.2010

CORREIO DA TARDE | GERAL

Publicado no dia 06/10/10

O go­ver­no bra­si­lei­ro e o Banco Mun­dial as­si­na­ram um acor­do para a apli­ca­ção de US$ 200 mi­lhões em ações de en­fren­ta­men­to da aids e de ou­tras doen­ças se­xual­men­te trans­mis­sí­veis (DST). Esta é a pri­mei­ra vez em que o re­pas­se de re­cur­sos é con­di­cio­na­do ao cum­pri­men­to de metas es­ca­lo­na­das até 2014.

A par­ce­ria foi fir­ma­da em maio deste ano e prevê um em­prés­ti­mo no valor de US$ 67 mi­lhões pelo Banco Mun­dial e uma con­tra­par­ti­da na­cio­nal de US$ 133 mi­lhões. O acor­do prevê a me­lho­ria do aces­so aos ser­vi­ços de pre­ven­ção, diag­nós­ti­co e tra­ta­men­to da aids e das DST.

De acor­do com o Mi­nis­té­rio da Saúde, serão im­ple­men­ta­das novas mo­da­li­da­des de in­cen­ti­vos aos es­ta­dos e mu­ni­cí­pios como o fi­nan­cia­men­to de bol­sas, um sis­te­ma de pre­mia­ção e san­ções ba­sea­das em re­sul­ta­dos.

O pro­je­to Aids-SUS prevê, entre ou­tras metas, o au­men­to do aces­so ao diag­nós­ti­co e a pre­ser­va­ti­vos pelas po­pu­la­ções con­si­de­ra­das mais vul­ne­rá­veis – ho­mos­se­xuais, pro­fis­sio­nais do sexo e usuá­rios de droga -, além da ex­pan­são de tes­tas entre ges­tan­tes para o HIV e tam­bém a sí­fi­lis.

O di­re­tor do Banco Mun­dial para o Bra­sil, Makh­tar Diop, elo­giou a ini­cia­ti­va e clas­si­fi­cou o en­fren­ta­men­to da aids e de ou­tras DST como um de­sa­fio. Ele co­brou o apro­fun­da­men­to da coo­pe­ra­ção com o go­ver­no bra­si­lei­ro e a ex­pan­são do co­nhe­ci­men­to em par­ce­rias Sul-Sul.

A se­cre­tá­ria exe­cu­ti­va do Mi­nis­té­rio da Saúde, Már­cia Bas­sit, disse que a par­ce­ria é his­tó­ri­ca e tem gran­de im­por­tân­cia para a saúde pú­bli­ca bra­si­lei­ra. "Mais do que o valor desse em­prés­ti­mo, o mais im­por­tan­te é o que se ca­pi­ta­li­zou em ter­mos de co­nhe­ci­men­to, de ações no campo da pre­ven­ção e do en­fren­ta­men­to da aids desde 1993", res­sal­tou.

Ela des­ta­cou avan­ços como a re­du­ção de quase 8% da in­ci­dên­cia da aids nos úl­ti­mos sete anos e a queda de quase 48% na trans­mis­são do vírus da mães para o bebê nos úl­ti­mos dez anos.

"Esse acor­do es­pe­cí­fi­co tem ca­rac­te­rís­ti­ca de res­pon­sa­bi­li­za­ção dos nosso par­cei­ros es­ta­duais e mu­ni­ci­pais. Vamos re­pas­sar re­cur­sos desde que al­gu­mas metas sejam cum­pri­das. Ges­tão por re­sul­ta­dos. Es­pe­ra­mos que, ao tra­ba­lhar dessa forma, pos­sa­mos ter aces­so a in­for­ma­ções mais qua­li­fi­ca­das do ponto de vista epi­de­mio­ló­gi­co."

O Banco Mun­dial já re­pas­sou quase US$ 500 mi­lhões para o Bra­sil em três em­prés­ti­mos an­te­rio­res, fir­ma­dos desde 1993.




 

Fonte: CORREIO DA TARDE | GERAL