Casos de câncer estão em queda
Geral
05.02.2014
Um milhão de brasileiros deverão contrair algum tipo de câncer nestes próximos dois anos. A estimativa é do Instituto Nacional do Câncer (Inca), que ontem divulgou um levantamento com dados sobre a prevalência da doença no Brasil. O instituto confirmou, porém, que a prevenção e a detecção precoce fazem cair a incidência câncer de pulmão e de colo útero entre os brasileiros. De acordo com o documento Estimativa 2014, o câncer de pulmão, que está diretamente relacionado ao tabagismo – cerca de 80% dos casos –, é o tipo mais frequente e letal na população mundial. No Brasil, no entanto, as taxas de incidência vem se reduzindo – para este ano, estão previstos cerca de 27 mil novos casos, disse o diretor de Prevenção e Vigilância do Inca, Cláudio Noronha.
“A experiência brasileira no controle do tabagismo mostra a redução da prevalência do fumo nos últimos 20 anos, que caiu pela metade. Isso modificou a ocorrência da doença”, acrescentou Noronha, citando dados divulgados na segunda-feira pela Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a existência de cerca de 2 milhões de casos de câncer de pulmão no mundo.
Com mais acesso a exames preventivos, as taxas de câncer de colo de útero na população feminina também caíram no Brasil, passando para risco de 15 casos em cada 100 mil habitantes. Com isso, essa variedade da doença deixa de ser a segunda mais prevalente entre as mulheres e troca de posição com o câncer colorretal, antes no terceiro lugar. Permanece como o mais frequente o câncer de mama.
De acordo com o Inca, a partir de agora, o país tem como desafio baixar as taxas de câncer de colo de útero na Região Norte, que tem a mais alta de taxa de prevalência no país, de 35 casos para 100 mil habitantes, na comparação com a média nacional, de 23,5 casos. “Quando se identifica e se trata a lesão do HPV, é possível evitar que o câncer venha ocorrer na mulher, mas no Norte, no Nordeste e no Centro-Oeste, têm grande importância as características das condições de saúde associadas à alta prevalência da infecção, decorrentes da prática da atividade sexual precoce não protegida e da falta de acesso a informações”, destacou Noronha.
Entre os homens, por região, o Inca destaca a frequência do câncer de próstata, o primeiro em número de casos, depois do câncer de pele e de estômago, principalmente no Norte e no Nordeste.
Câncer no Brasil – Tipos mais comuns em homens e mulheres
Próstata
Lidera o ranking dos mais incidentes em todas as regiões do País, sem considerar os tumores de pele não melanoma. A região mais afetada é a Sul, seguida por Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte
Intestino grosso
É o terceiro mais incidente no País. No Nordeste (6 por 100 mil), esse tipo de tumor ocupa o quinto lugar. Para esse tipo de câncer, os fatores de risco estão diretamente ligados a alimentação inadequada, ao envelhecimento, histórico da doença em parentes próximos e descontrole do peso.
Pulmão
É o segundo mais frequente no País
Estômago
É o quarto colocado no País. Segundo tumor mais frequente nas regiões Norte e Nordeste. O maior fator de risco é a infecção pela bactéria H.pylori. Outros fatores que contribuem para o surgimento desse tipo de câncer é alimentação pobre em vitaminas A e C e alto consumo de alimentos enlatados, defumados, com corantes e conservados em sal.
Mama
É tipo mais frequente no País. A idade é o principal fator de risco e, o número de casos aumenta de forma acelerada após os 50 anos.
Cólon e reto
Segundo mais frequente no País e ocupa o terceiro lugar no Nordeste.
Pulmão
Quarto tipo mais comum no Brasil, ocupa a quarta posição no Nordeste.
Colo do útero
Ocupa o terceiro lugar geral no País e o egundo no Nordeste. No Brasil, a estratégia de rastreamento preconizada é que as mulheres dos 25 aos 64 anos façam o exame preventivo (Papanicolaou) a cada três anos, após dois exames com intervalo de um ano, com resultado normal.
Tireoide
É o quinto colocado na classificação nacional.
Fonte: Tribuna do Norte