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CEF AFIRMA DESCONHECER MOTIVO DA NÃO-LIBERAÇÃO DA VERBA PARA O HRTM

Geral

22.12.2010

O MOSSOROENSE | COTIDIANO

Publicado no dia 22/12/10

 

A gerência regional da Caixa Econômica Federal (CEF) desconhece o motivo da não-liberação de recursos destinados pelo Ministério da Saúde (MS) para o Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM). Como noticiado no O Mossoroense na semana passada, o hospital espera pela liberação R$ 1,6 milhão para instalar uma Unidade de Atendimento de Risco em Mossoró.

Segundo o diretor do hospital, Marcelo Duarte, a verba foi depositada pelo próprio Ministério da Saúde na CEF em abril de 2009. Mas até agora o diretor não teve acesso ao dinheiro.

O gerente regional da CEF em Mossoró, Carlos Augusto de Sousa, disse que o banco é de fato contratado pelo Governo Federal para fazer esse repasse, mas afirma que a instituição financeira "não tem poder de gestão dos recursos". "Não é a CEF que decide sobre esses recursos", alegou.

"Quando vem verbas federais, dificilmente a gente toma conhecimento de como ocorre se dá o processo após o depósito". A afirmação causa estranheza, especialmente pelo fato de que, de acordo com o diretor Marcelo Duarte, o banco é o grande responsável pelos empecilhos para a liberação dos recursos.

Carlos Augusto conta que ligou para a gerência de Natal para buscar mais informações a respeito do assunto, mas alegou que também na capital não havia maiores detalhes sobre esse caso. Disse que entraria em contato com órgãos da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) em busca de soluções.

"Infelizmente, eu não tenho essa informação para dar neste momento. Teríamos que pesquisar com o Estado", completou o gerente, que também não sabia de qualquer previsão para que o dinheiro pudesse ser utilizado pela diretoria do Tarcísio Maia.     

A reportagem entrou em contato com dois setores da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap). Na assessoria jurídica, ninguém soube informar ao jornal nada a respeito do assunto. No setor financeiro, o coordenador Ricardo Cabral estava em reunião e disse que não poderia atender ao telefone. Nenhuma outra pessoa sabia dar mais detalhes sobre o repasse.

Fonte: O MOSSOROENSE | COTIDIANO