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Cerca de dois mil potiguares fazem tratamento de hemodiálise

Geral

13.03.2014

No Dia Mundial do Rim, especialistas alertam: prevenção é a melhor arma contra as doenças renais
O casal mineiro José Amâncio Alves, 79 anos e Marlene Rodrigues Alves, 77, têm um história de amor como doadores de rins. Ambos doaram o órgão ao filho  Paulo Vitor, 47 que ainda hoje luta contra sérios problemas renais.
O casal José Amâncio e Marlene,: uma história doações de rins para o filho(Foto: Wellington Rocha)O casal José Amâncio e Marlene: uma história doações de rins para o filho(Foto: Wellington Rocha)
O filho recebeu quatro doações do órgão – todos incompatíveis com o organismo. Recebeu rins da mãe, do pai, do irmão e da esposa.  Hoje Paulo Vitor se encontra em tratamento de hemodiálise.
Na mesma sala de tratamento do casal estava o adolescente Welder Wesley, 12 anos , que devido a uma nefrite, há trinta dias é obrigado a realizar diariamente uma diálise peritonal.  Emocionada a mãe, Edilma Barbosa, que será a doadora do rim que poderá salvar a vida do garoto.  “Farei isso de qualquer maneira por ele”, diz sem titubear.
As duas histórias foram mostradas à reportagem portalnoar.com pelo médico Flávio Aguiar, que trabalha em uma clinica de nefrologia em Natal. Diariamente Aguiar se defronta com inúmeros casos de uma doença cujos sintomas quase silenciosos apontam a prevenção como o principal protocolo médico.
Hoje (13) é o Dia mundial do Rim. No Brasil a Sociedade Brasileira de Nefrologia aponta que um em cada dez brasileiros apresenta problemas nos rins,  o que confere um percentual de 10%.
“Entre os idosos o percentual chega a 50%”, afirma o Flavio Aguiar que é o presidente regional da Sociedade Brasileira de Nefrologia.  A maioria do pacientes de doenças renais têm problemas de diabetes, hipertensão, insuficiência renal e histórico familiar.
Flávio Aguiar, nefrologista: "Trata-se de uma doença com sintomas silenciosos"(Foto: Wellington Rocha)Flávio Aguiar, nefrologista: “Trata-se de uma doença com sintomas silenciosos”(Foto: Wellington Rocha)
Segundo dados da entidade, existem cerca de usas mil pessoas sendo tratadas por hemodiálise no estado. Não temos como quantificar o numero de pacientes ao total, pois existem muitos que nos chegam em condição avançada de enfermidade”. Diz o médico.
Hoje no Rio Grande do Norte existem somente dez clínicas especializadas para o tratamento de doenças renais no RN – quatro delas localizadas em Natal. “Mesmo assim muitos pacientes ainda chegam do interior”.
Segundo Aguiar, 84% da fonte pagadora dessas clínicas é o Sistema Único de Saúde. Os convênios privados são responsáveis pelo pagamento dos outros 16%.
Quando o rim apresenta falência em suas funções, O transplante É o método mais efetivo e de menor custo para a reabilitação de um paciente com insuficiência renal crônica terminal.  O nefrologista afirma que, apesar de ser uma cirurgia simples, ainda existe uma grande fila de espera no  Hospital Onofre Lopes onde funciona a Unidade de transplante.
“ Ainda existe uma grande resistência e preconceito das pessoas para doarem os órgãos”, diz  o médico.
O aposentado José Amâncio tranquiliza: “Doei meu rim ao meu filho há mais  vinte anos e levo uma vida inteiramente normal. As pessoas podem e devem fazer isso sem medo”

 

Fonte: Portal NoAR