Corredores do Walfredo continuam ocupados e MP reabre ação civil
Geral
20.08.2011
A ação civil pública interposta pelo Ministério Público em 1999 – que trata da constante superlotação do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel (HWG) – estava arquivada desde 2010, quando foi firmado um acordo entre o governo do estado e o MP visando a desocupação dos corredores do hospital, mas foi reativado este mês, a pedido da promotora de Saúde, Iara Pinheiro. O pedido de reabertura do processo foi embasado na matéria "Walfredo Gurgel: por dentro do caos" publicada na edição de O Poti do dia 10 de julho.
Segundo a promotora, a matéria revelou a persistência da situação de diversas macas no corredor do Walfredo Gurgel. Seu conteúdo foi anexado na petição que requereu a continuidade do feito. Agora, o secretário estadual de Saúde, Domício Arruda Câmara, terá que justificar em um prazo de dez dias sobre as providências adotadas no sentido de viabilizar a desocupação dos corredores do hospital. A decisão assinada pelo juiz Ibanez Monteiro foi publicada no Diário Oficial de Justiça da última quinta-feira.
Em entrevista ao Diário de Natal, o secretário Domício Arruda afirmou que deve sair hoje a autorização para contratação de 63 técnicos em enfermagem o que irá viabilizar o funcionamento de 30 novos leitos no Hospital Ruy Pereira, desafogando o Walfredo Gurgel. "Os 30 leitos do Hospital Ruy Pereira estão prontos para funcionar, mas não estão sendo utilizados por falta de pessoal de enfermagem. Essas contratações irão permitir o funcionamento desses leitos", disse. No entanto, o secretário reconhece que os 30 novos leitos não serão suficientes para esvaziar os corredores do Walfredo Gurgel. "Hoje a média de pacientes no corredor do Hospital Walfredo Gurgel é de 60 pacientes", disse.
O juiz Ibanez Monteiro já havia concedido um prazo de 20 dias para que o secretário se pronunciasse sobre o assunto, no entanto, sem o devido esclarecimento optou por estipular um novo prazo, desta vez de dez dias. Em caso de novo descumprimento o magistrado enfatizou que enviará cópias dos autos ao Ministério Público, a fim de que proceda a instauração de inquérito civil para apurar se a conduta configura ato de improbidade administrativa e, se for o caso, promover a respectiva ação.
Reprodução: Diário de Natal
A ação civil pública interposta pelo Ministério Público em 1999 – que trata da constante superlotação do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel (HWG) – estava arquivada desde 2010, quando foi firmado um acordo entre o governo do estado e o MP visando a desocupação dos corredores do hospital, mas foi reativado este mês, a pedido da promotora de Saúde, Iara Pinheiro. O pedido de reabertura do processo foi embasado na matéria "Walfredo Gurgel: por dentro do caos" publicada na edição de O Poti do dia 10 de julho.
Segundo a promotora, a matéria revelou a persistência da situação de diversas macas no corredor do Walfredo Gurgel. Seu conteúdo foi anexado na petição que requereu a continuidade do feito. Agora, o secretário estadual de Saúde, Domício Arruda Câmara, terá que justificar em um prazo de dez dias sobre as providências adotadas no sentido de viabilizar a desocupação dos corredores do hospital. A decisão assinada pelo juiz Ibanez Monteiro foi publicada no Diário Oficial de Justiça da última quinta-feira.
Em entrevista ao Diário de Natal, o secretário Domício Arruda afirmou que deve sair hoje a autorização para contratação de 63 técnicos em enfermagem o que irá viabilizar o funcionamento de 30 novos leitos no Hospital Ruy Pereira, desafogando o Walfredo Gurgel. "Os 30 leitos do Hospital Ruy Pereira estão prontos para funcionar, mas não estão sendo utilizados por falta de pessoal de enfermagem. Essas contratações irão permitir o funcionamento desses leitos", disse. No entanto, o secretário reconhece que os 30 novos leitos não serão suficientes para esvaziar os corredores do Walfredo Gurgel. "Hoje a média de pacientes no corredor do Hospital Walfredo Gurgel é de 60 pacientes", disse.
O juiz Ibanez Monteiro já havia concedido um prazo de 20 dias para que o secretário se pronunciasse sobre o assunto, no entanto, sem o devido esclarecimento optou por estipular um novo prazo, desta vez de dez dias. Em caso de novo descumprimento o magistrado enfatizou que enviará cópias dos autos ao Ministério Público, a fim de que proceda a instauração de inquérito civil para apurar se a conduta configura ato de improbidade administrativa e, se for o caso, promover a respectiva ação.
Reprodução: Diário de Natal