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CSDR funciona com déficit de seis médicos

Geral

04.07.2013

A Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR) começou a segunda-feira,01, com um déficit de seis médicos em suas escalas, sendo dois pediatras e quatro obstetras. Os profissionais decidiram paralisar as atividades por falta de pagamento do ‘plus’ que é de responsabilidade da Prefeitura de Mossoró, que não faz o repasse há quatro meses.

O obstetra Alexandre Arruda disse que a situação ficou insustentável. Os atrasos que eram comuns por um ou dois meses dobraram. “Numa reunião que a gente teve em julho com a secretária municipal de Saúde, Jaqueline Amaral, foi prometido que seria pago o valor do mês e um atrasado, o valor do mês e um atrasado até que todos os atrasados fossem quitados. Isso não aconteceu. Eles não dizem nada, não dão perspectivas e a gente fica sem saber o que vai acontecer”, comenta.

Quando a Prefeitura agir pode ser tarde, menciona o médico. “Tem alguns profissionais que já estão procurando outros locais para dar suas escalas”, acrescenta.

O diretor da CSDR, André Néo, espera que haja um entendimento entre município e médicos o mais rápido possível, pois a população é quem sairá mais prejudicada. O Governo do Estado, segundo ele, deveria entrar no processo e tentar solucionar o problema, uma vez que a unidade hospitalar não atende, exclusivamente, pacientes de Mossoró, mas de vários municípios da região. “Sabemos que eles estão conversando para tentar chegar a um denominador comum. Esperamos que isso aconteça logo”, disse.

Por enquanto, o hospital só conta com os médicos que são do Estado que estão cedidos à instituição e alguns outros profissionais que são contratados pelo próprio hospital.

Mesmo assim, o número de médicos nas escalas é insuficiente para atender a demanda. Na escala do mês de julho, feita no dia 1º, dos 31 dias do mês, em apenas 38 turnos haverá médicos de plantão – alguns cumprindo uma jornada de 24 horas e outros de 12hs.

O Ministério Público já foi comunicado sobre as brechas existentes neste mês que acaba de começar.

Além dos pagamentos atrasados, os médicos ainda pedem que em cada plantão haja dois profissionais. O ideal seriam três, mas, normalmente, apenas um está presente no hospital.
 

Fonte: Gazeta do Oeste