3201 5491

FALE COM A GENTE

ÁREA DO COOPERADO

Demanda de 900 atendimentos diários dos AMEs será dividida em quatros centros clínicos

Geral

20.10.2012

Deste sábado (20) até a próxima quinta-feira (25), o atendimento nos três Ambulatórios Médicos Especializados (AMEs) de Brasília Teimosa, Nova Natal e Planalto será apenas no setor de Farmácia, curativos e de imunização. O atendimento médico e odontológico está suspenso desde esta sexta-feira (19), quando foi o último dia de prestação de serviço à população. Na próxima quinta-feira, quando termina a intervenção judicial, o interventor entregará as três unidades à Secretaria Municipal de Saúde. A demanda de 900 atendimentos diários dos AMEs será dividida em quatro centros clínicos de Natal.

Em entrevista coletiva realizada nesta sexta-feira, a secretária de Saúde de Natal, Maria Joilca Bezerra, garantiu que o Município vai assumir os atendimentos das unidades de Atendimento Médico Especializado, de Brasília Teimosa, Nova Natal e Planalto. O atendimento será feito pelas equipes do Programa Saúde da Família (PSF). Em Nova Natal, seis equipes do PSF atenderão no AME da zona Norte. No AME do Planalto, as três equipes do PSF da região farão o atendimento. Já a unidade de Brasília Teimosa receberá os profissionais que hoje atuam no Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest).

No entanto, os três AMEs que realizavam cerca de 900 atendimentos por dia, em diversas especialidades médicas, servirão apenas o atendimento básico à saúde. Na prática, os três AMEs manterão a mesma estrutura física, mas funcionarão apenas como uma Unidade Básica de Saúde.

O problema maior será em relação à prestação de serviço dos médicos especializados, como cardiologia, ginecologia, pediatria, neurologia, fisioterapia, endocrinologia, nutrição e geriatria. Hoje esse atendimento era realizado nos três AMEs e nos Centros Clínicos de Santa Catarina, na zona Norte, Cidade Satélite, Neópolis, ambos na zona Sul de Natal, e o José Carlos Passos, na Ribeira, na zona Leste. A partir da próxima semana, toda a demanda que era atendida nos AMEs será deslocada para esses quatro Centros Clínicos, que já tem a sua demanda própria.

Segundo a secretária Maria Joilca Bezerra, a partir da próxima terça-feira (23) terá início o período de transição dos atendimentos que até ontem eram feitos pelos médicos contratados pela Associação Marca. “Na segunda-feira vamos ter uma reunião com a Cooperativa dos Médicos para definir os médicos que vão para os centros clínicos. Isso não vai onerar o contrato existente porque vamos utilizar a reserva técnica prevista no nosso contrato”, disse a titular da SMS.

AME Brasília Teimosa

Os números de atendimento do Ambulatório Médico Especializado (AME) de Brasília Teimosa, zona Leste de Natal, impressionam. Levantamento do AME mostra que no mês de setembro foram realizados 6.667 atendimentos. Foram 6.074 exames laboratoriais, 197 exames de eletrocardiograma, 362 imunizações, 311 curativos e 99 exames preventivos. No atendimento médico, foram 327 atendimentos com cardiologista, 1.224 em clínico geral, 159 em endocrinologista, 194 em fonoaudiologia, 174 em geriatria, 762 em ginecologista, 192 em nutrição, 51 com obstetra, 548 com pediatra, além de 2.559 atendimentos odontológicos e 1.006 com os assistentes sociais da unidade. Com o fim do atendimento especializado, toda essa demanda será repassada para os centros clínicos.

Neste sábado (20), o AME de Brasília Teimosa estava aberto, apenas para imunização e curativos. As salas e corredores lotados deram espaço ao vazio. Poucas pessoas procuraram a unidade em busca de atendimento, pois já haviam sido informadas sobre o fim do atendimento médico. Apenas a parte administrativa e de enfermagem estava trabalhando. A gerente administrativa do AME Brasília Teimosa, Isaura Costa, conta que desde a sexta-feira, quando foi realizado o último atendimento médico à população, o clima é de tristeza entre os usuários e os 70 funcionários, que foram demitidos.

“O clima está péssimo, pois construímos isso aqui com muito trabalho. O sentimento é de vazio, mas espero que a população continue sendo assistida e que o Município consiga oferecer um serviço tão bom quanto era oferecido aqui no AME. A ficha ainda não caiu completamente, pois o vínculo era grande com todos. Somos uma família”, afirmou a gerente.

Fonte: O Jornal de Hoje