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23.09.2010

TRIBUNA DO NORTE | ECONOMIA

Publicado no dia 23/09/10

Brasília (AE) – O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) acendeu uma luz amarela para os movimentos de consolidação de empresas no setor de saúde. O órgão antitruste aprovou dois atos de concentração na área, mas mostrou-se preocupado com a célere modificação da estrutura do setor. “Precisamos dar mais atenção a esse processo de consolidação. Não temos ainda preocupação muito grande neste momento, mas entendo o processo como muito rápido e, em breve, teremos confronto”, previu o conselheiro Ricardo Ruiz.

O conselheiro destacou que identificou o início mais forte das mudanças há dois anos, com a crescente quantidade de ofertas públicas de ações no mercado financeiro. “Vemos processo de verticalização em várias direções”, sintetizou. Por isso, de acordo com ele, é preciso ter atenção não apenas em relação a serviços hospitalares ou planos de saúde, mas também em outros serviços que circulam em torno desses segmentos, como os laboratórios de análises clínicas, por exemplo.

Ampliação

Segundo Ruiz, nos anos 90, um grande grupo da área de saúde tentou verticalizar suas operações, mas depois voltou atrás. Agora, esse grupo tem mostrado interesse novamente em ampliar sua atuação. “Temos incerteza sobre a estruturação desse setor: escala, escopo, grau de verticalização, etc. Isso tem alguma força no setor e é relevante, pois não se tenta mesma coisa duas vezes”, argumentou. “Teremos complexidade adiante.”

O relator dos dois casos aprovados há pouco pelo Cade, conselheiro Carlos Ragazzo, salientou ser necessário identificar o padrão de concorrência para o próximo milênio para os planos de saúde e como isso poderá ter impacto de entrada para novas empresas que queiram atuar no setor. Ele argumentou ser preciso aprofundar o conhecimento do setor, do plano de saúde até a farmácia.

“A verticalização não se limita a planos de saúde de hospital, está indo a passos além disso”, observou. O primeiro caso da área aprovado hoje foi o ato de concentração entre a Medial Saúde e o Grupo Amesp.

Fonte: TRIBUNA DO NORTE | ECONOMIA