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Enxaqueca exige atenção especial quando atinge idosos

Geral

14.12.2011

 A temível enxaqueca, um dos 200 tipos de dor de cabeça reconhecidos pela Sociedade Internacional de Cefaleia, atormenta milhares de pessoas em todo o mundo. Embora exija atenção em pessoas de qualquer idade, quando acometem idosos, alguns cuidados especiais são necessários. “É importante estar bastante atento quando as crises acometem pacientes em idade avançada, uma vez que o diagnóstico é mais difícil e também porque aumentam as chances da dor de cabeça ser na verdade sinal para um problema mais grave”, explica o geriatra da Amil/MedMais Leonardo Mesquita.



Mas como reconhecer a enxaqueca e diferenciá-la dos outros tipo de de dor de cabeça? No caso da enxaqueca, a dor costuma ser latejante e, em 60% das pessoas, localizar-se em só um dos lados do crânio. Náuseas, vômitos e sensibilidade à luz, ruídos e cheiros fortes também são sinais que aparecem frequentemente. Em geral, a crise dura de quatro a 72 horas, quando não tratada.



“Geralmente, a incidência da enxaqueca diminui com o envelhecimento, mas algumas vezes a crise aparece após os 50 anos casos. Apesar de serem poucos os casos, algumas mulheres tem crises de intensidade maior e mais frequentes após a a menopausa”, diz Dr. Leonardo. Nos idosos, são comuns também as crises sem dor de cabeça e apenas com a “aura”, um fenômeno neurológico que aparece minutos ou poucas horas antes das crises e costuma durar menos de uma hora. Ele faz com que a pessoa enxergue manchas e luzes, fique com os dedos ou os lábios dormentes ou com alterações na fala e nos movimentos, entre outros sintomas.



“O tratamento da enxaqueca nos idosos é como o com jovens: trata-se a crise e paralelamente faz-se tratamento contínuo. Porém, como dissemos, esse tratamento exige cuidados especiais pelo fato de geralmente o idoso já usar diversos medicamentos e apresentar outras doenças”, afirma o geriatra.



Para evitar a enxaqueca nessa fase da vida, o ideal é praticar exercícios físicos e evitar a automedicação. Apenas um especialista poderá dizer qual o melhor tratamento a ser seguido, bem como esclarecer se a enxaqueca é sinal de algum problema mais grave.

Reprodução: NoMinuto.com