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Especialista alerta para os sinais do mal de Alzheimer

Geral

22.09.2015

Aproximadamente 35 milhões de pessoas sofrem com o Mal de Alzheimer no mundo. No Brasil, a estimativa é de que 1,2 milhão de pessoas foram acometidas pela doença nos últimos anos. Os dados são da Organização Mundial da Saúde (OMS) que estima ainda que esse número dobre a cada 20 anos. Apesar de se tratar de um tema importante, o Rio Grande do Norte ainda não possui estatísticas locais sobre a doença.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (Sesap), a falta de precisão no diagnóstico tem sido a maior dificuldade para a compilação dos dados. Para lembrar o Dia Mundial de enfrentamento ao Alzheimer, nesta segunda-feira (21), a Faculdade Maurício de Nassau realizou um ciclo de debates sobre a doença. O evento teve como objetivo alertar a sociedade através de informações que a façam ficar atentas aos sinais.

De acordo com Danielle Damasceno, fisioterapeuta e especialista em neuroreablitação a doença de Alzheimer é um tipo de demência, que causa a perda das funções psicomotoras. Segundo ela, a principal forma para dar mais longevidade ao paciente está no diagnóstico precoce. “Quanto mais cedo for detectada a doença, mais fácil será o tratamento”, orientou.

Para a especialista, os números da doença no Brasil e no mundo são gritantes e estão diretamente relacionado a um movimento de aumento da população idosa ao redor do mundo. No Brasil, que também vivencia esse fenômeno, com o aumento da expectativa de vida, tem visto o número de pacientes com Alzheimer crescer vertiginosamente.

Danielle Damasceno avalia que os estudos ainda são muito embrionários no RN, mas que cada vez mais tem surgido grupos e universidades e institutos dispostos a se debruçar sobre o tema.

“Infelizmente nossos estudos ainda não são muito representativos. Como não é possível precisar as causas da doença se torna difícil desenvolver pesquisas na área, mas estamos correndo atrás”, declarou.

Sinais

A fisioterapeuta chama a atenção para os principais sinais do Alzheimer. Segundo ela, ser idoso já é um forte condicionante. Associado a isso, sintomas como esquecimentos de coisas simples e corriqueiras são necessários para se ligue o sinal de alerta.

“Esses são primeiros sinais, mas é importante ter em mente que a doença é silenciosa e pode se instalar até dez anos antes dos primeiros sintomas começarem a surgir”, acrescentou.

Estágios

Danielle Damasceno explica que a doença costuma acometer idosos, a partir dos 65 anos. Segundo ela, a evolução do Alzheimer acontece em três fases. Na primeira, o paciente começa a esquecer coisas simples, principalmente aquelas realizadas em um período recente.

No segundo estágio, o quadro inicial é agravado com o esquecimento mais frequente e de coisas realizadas em um momento mais anterior. Associado a isso, o paciente começa a perder funções motoras e hábitos corriqueiros como tomar banho, trocar de roupa e comer passam a ficar prejudicados.

Na terceira fase, a mais grave, além de uma maior perda das funções motoras mais complexas, o paciente passa a ficar recluso ao leito, sem condições de realizar qualquer tarefa sem a ajuda de outra pessoa.

Causas

Segundo a especialista, ainda não se tem uma precisão do que de fato causa a doença. O que sabe, até então, é que o surgimento está relacionado à uma proteína chamada de Beta Amilóide, que se deposita no córtex cerebral (área mais externa do cérebro) formando uma espécie de placa que vai dificultar as sinapses (zonas ativas de contato entre uma terminação nervosa e outros neurônios e células musculares, através das quais ocorre a transmissão de sinais cerebrais responsáveis pela execução de funções motoras do corpo).

Tratamento

Danielle explica que o tratamento é tanto fisioterápico, quanto clínico. Segundo ela, fica a critério do médico que está tratamento o paciente orientar a melhor forma de tratar, mas a especialista explica que é fundamental manter o cérebro do paciente sempre em atividade, fator que pode retardar o agravamento dos sintomas.

Grupos de risco

A doença de Alzheimer é mais comum em idosos a partir dos 65 anos, principalmente mulheres, em função da maior expectativa de vida do sexo feminino. Apesar de não ser uma regra, a doença também se instala com maior probabilidade em pessoas com pouco desenvolvimento cerebral e intelectual.

Prevenção

Para a profissional da área da neurologia, é difícil dizer quais as melhores forma de prevenção já que a doença não tem suas causas tão bem delineadas. No entanto ele explica que o melhor caminho é estar sempre propondo estímulos ao cérebro através de atividades diferenciadas.

Reprodução: Portal no Ar