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ESTADO: MORTALIDADE INFANTIL ESTÁ EM QUEDA NO RN, DIZ SECRETARIA

Geral

11.08.2010

CORREIO DA TARDE – 11-08-2010

Secção: Correio Natal

Por: Bruna Machado

Link:  http://www.correiodatarde.com.br/editorias/correio_natal-56795

Publicado no dia 10/08/10

 

MORTALIDADE INFANTIL ESTÁ EM QUEDA NO RN, DIZ SECRETARIA

A mortalidade infantil tem caído substancialmente no Rio Grande do Norte ao longo dos anos, mas a mortalidade neonatal tem persistido. Segundo dados da Secretaria de Saúde Pública do Estado (Sesap) no período de 2000 a 2008 houve redução na taxa de mortalidade infantil de 47/1000 para 28/1000 nascidos vivos.

Isso quer dizer que de mil crianças nascidas vivas, 28 estão indo a óbito antes de completar um ano de idade. Já a mortalidade neonatal, que acontece no período de até 28 dias de nascimento, tem se mantido entre 10 e 12 mortes nos últimos anos. Essa realidade tem preocupado a Sesap que realizou uma reunião na manhã de hoje (10), com o "Comitê Estadual de Mortalidade Materna e o Fórum Perinatal", no auditório do Centro de Formação de Pessoal para os Serviços de Saúde.

Segundo a coordenadora de promoção à Saúde da Sesap, Celeste Rocha, o objetivo do evento foi mobilizar os profissionais da saúde e a sociedade civil na promoção de políticas e ações integradas que promovam a melhoria da saúde materna e infantil. "Dessa forma é possível discutir estratégias para melhorar o atendimento nas unidades básicas de saúde", disse ela. A reunião fez parte do Pacto Nacional pela Redução da Mortalidade Materna e Neonatal que é estratégia prioritária adotada pelo Governo Federal e pelo Governo do Estado. Participaram do evento, técnicos da Secretaria Municipal de Saúde de Natal e Antonieta Marinho, representante do Ministério da Saúde, que vai abordar o resultado das investigações dos óbitos maternos e neonatais nos municípios prioritários – Natal, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Ceará Mirim, Macaíba, Mossoró, Caicó, Pau dos Ferros e Currais Novos.

Pré-Natal

Para Celeste Rocha, se o estado comemora os índices de redução à mortalidade infantil é necessário não se acomodar com os atuais índices de mortalidade neonatal que, apesar de não ter aumentado também não têm diminuído nos últimos anos. "E o mais importante é que a maioria dessas mortes acontece nos primeiros sete dias de vida, o que mostra que são decorrentes de problemas do parto e, principalmente, do pré-natal", disse Celeste.

"Intervir na assistência pré-natal e no parto e ainda reforçar a prática do aleitamento materno e os cuidados na primeira semana de pós-parto, que é o período que muitas mães e crianças estão suscetíveis a infecções são importantes medidas a serem tomadas pelo sistema público de saúde", afirma à coordenadora.

Segundo ela, é necessária uma atenção mais qualificada no período pré-natal, justamente nos Programas de Saúde da Família, quando é possível identificar prematuramente muitos problemas e riscos tanto para a mãe quanto para o bebê, tendo em vista que é possível prevenir a maioria das doenças nessa fase.

Aleitamento faz bem ao bebê e à mãe

Já com relação à redução da mortalidade infantil é fundamental manter a política de orientação ao aleitamento materno exclusivo até os seis primeiros meses de vida da criança. Uma significativa parcela dessa redução deve-se às seguidas campanhas de aleitamento materno exclusivo que a cada ano vem aumentando no Rio Grande do Norte.

De acordo com a nutricionista Zoraia Bandeira, coordenadora técnica de alimentação e nutrição da Secretaria de Saúde Pública do Estado, a curva de adesão ao aleitamento exclusivo (crianças que somente mamam até os seis primeiros meses de vida) subiu de 68% registrados em 2008 para 76% em 2009. Os números de 2010 devem ser calculados até o final deste mês.

O aleitamento é um dos principais componentes para a redução da mortalidade infantil e mortalidade materna. O leite materno possui todos os nutrientes necessários ao crescimento, fazendo um bem incalculável tanto à mãe quanto à criança. "O aleitamento é um componente que ajuda na recuperação da parturiente devido à ação dos hormônios nessa fase, contribuindo para que o útero volte ao tamanho normal mais rápido e a diminuição do sangramento no pós-parto", explicou Zoraia. Entre as vantagens de amamentar ela ainda relaciona o aumento do vínculo afetivo entre mãe e filho, o crescimento saudável da criança com o fortalecimento do sistema imunológico, além do favorecimento à questão social porque reduz gastos com alimentação.