3201 5491

FALE COM A GENTE

ÁREA DO COOPERADO

ESTADO: RESIDENTES DO RN NÃO ADEREM A MANIFESTAÇÃO NACIONAL

Geral

25.08.2010

CORREIO DA TARDE – 25-08-2010

Secção: Urgente

Por: Alexsandro Costa

Link:  http://www.correiodatarde.com.br/editorias/urgente-57164

Publicado no dia 24/08/10

 

RESIDENTES DO RN NÃO ADEREM A MANIFESTAÇÃO NACIONAL

A assessoria de imprensa da Associação Nacional dos Médicos Residentes informou que pelo menos 80% da categoria entrou em greve na última terça-feira (17). As manifestações se repetem pelo Brasil, com a paralisação estendida para oito dias. O Rio Grande do Norte não participará da passeata que está ocorrendo hoje em todo o país, embora continue a paralisação nos principais municipios do Estado.

De acordo com a associação, o Brasil tem 22 mil médicos residentes. A categoria reivindica reajuste de 38,7% na bolsa-auxílio de R$ 1.916,45 que é paga aos residentes. Eles pedem ainda que seja fixada uma data-base anual para o reajuste salarial da categoria, além de direito a licença-maternidade de seis meses e pagamento correspondente ao 13º salário.

Os médicos residentes aprovaram, na terça-feira (17), em assembléia geral, a continuidade da paralisação por tempo indeterminado, incluindo os residentes que atuam nos serviços de emergência, urgência e UTI's. No entendimento da plenária, os serviços precisam manter quantidade mínima de 30% dos seus médicos trabalhando; nos serviços em que a maioria dos médicos que prestam atendimento é de preceptores, este percentual será preservado.

Em nota divulgada na segunda-feira (16), o Ministério da Saúde informou que ofereceu aumento de 20% na bolsa mensal a partir do Orçamento de 2011. O Ministério relatou ainda que algumas reivindicações dos médicos residentes, como o auxílio-moradia e o auxílio-alimentação, são de categorias trabalhistas e não devem ser consideradas já que eles ainda são estudantes em processo de formação profissional.

Nicole Negreiros, médica residente do Hospital Pediátrico Eriberto Ferreira Bezerra, em Natal, destaca que as reivindicações não são somente por reajuste, mas também por condições melhores de trabalho. Segundo ela, é comum os futuros médicos fazerem vários plantões, o que é desgastante. "Estamos aqui por uma causa justa. A causa da valorização e do reconhecimento da saúde pública. Se nos consideram estudantes em processo de formação profissional, não deveríamos pagar impostos como INSS e de Renda", completou.

Segundo o presidente do Sindicato dos Médicos do RN (Sinmed), Geraldo Ferreira, o excesso de horas é reflexo do tratamento dado aos estagiários, que em alguns casos trabalham como profissionais, já que executam e atendem a serviços que não lhe são cabíveis em primeira mão. Nos locais em que os atendimentos só subsistem pela presença dos residentes nos serviços, há uma clara contravenção às funções do médico residente, que deve exercer treinamento em serviço, sob supervisão, não cabendo assim ser contado no mesmo conjunto dos médicos contratados. Este também parece ser o entendimento do Ministério da Saúde que, segundo sua assessoria de imprensa divulgou nota informando que o médico residente não é o responsável pelo atendimento nos hospitais, eles trabalham como auxiliares.

De acordo com a assessoria de imprensa do Ministério da Saúde, os médicos residentes não são responsáveis pelo atendimento nos hospitais, eles trabalham como auxiliares. Ainda não foi feito um levantamento sobre os reflexos da greve no atendimento aos pacientes