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EXAMES DE HIV NO ESTADO TAMBÉM SERÃO REALIZADOS EM CAICÓ E MOSSORÓ

Geral

01.09.2010

TRIBUNA DO NORTE | NATAL

Os diagnósticos sobre possíveis casos de AIDS no Rio Grande do Norte estão ganhando celeridade. O estado, atendendo a uma portaria do Ministério da Saúde, descentralizou os exames e, agora, hospitais regionais no Oeste e Seridó, além de Natal, também têm condições de diagnosticar os casos no estado. Com isso, a Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) espera diminuir em pelo menos 50% o tempo de espera pelos exames.

Em novembro de 2009 o Ministério da Saúde divulgou formalizou a portaria 151/2009, que entre outras coisas determinou ações dos estados para que os diagnósticos sobre casos de AIDS sejam realizados com mais rapidez. No caso específico do Rio Grande do Norte, a recomendação era que os exames deixassem de ser feitos apenas no laboratório central, que fica em Natal, e passasse a também ser realizado em Caicó e Mossoró, cidades-pólo das regiões Seridó e Oeste, respectivamente. E foi isso que a Sesap fez.

Atualmente, os diagnósticos de AIDS levam em média 30 dias para serem finalizados, e o Governo do Estado quer que essa média caia para 15 dias. De acordo com a responsável técnica do Programa Estadual de DST/AIDS da Sesap, Sônia Cristina Lins, o estado treinou profissionais e adquiriu os equipamentos necessários para que os laboratórios de Caicó e Mossoró pudessem funcionar. No dia 2 de agosto, segundo a técnica, os laboratórios começaram a fazer os exames. “A demora dos exames tem ligação direta com o deslocamento das amostras e também com a grande demanda em um único hospital. Agora a tendência é que esse tempo de espera caia. Queremos que (tempo de espera) seja no máximo de 15 dias”, disse Sônia Cristina.

Até o momento, a Sesap ainda não fez o levantamento sobre o funcionamento dos laboratórios, tampouco a média de tempo para que os exames sejam finalizados.

Encontro

Terminou nesta terça-feira (31) o 1º Encontro Estadual para o Fortalecimento das Estratégias de Adesão e tratamento com Antiretrovirais do estado. No fórum de discussões, onde estiveram presentes a sociedade civil organizada e o poder público, diversos pontos sobre o tratamento de portadores de AIDS foi debatido.

“Contamos com a participação de membros do Ministério da Saúde, do Núcleo de Estudos em Saúde Coletiva e representantes de movimentos sociais. Definimos algumas metas importantes para garantir que as pessoas que iniciam o tratamento não interrompam”, explicou Sônia Cristina.

Fonte: TRIBUNA DO NORTE | NATAL