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Faltam médicos peritos na agência do Ipern

Geral

12.03.2013

 

Os funcionários estaduais que procuram perícia médica no Instituto de Previdência dos Servidores do Rio Grande do Norte (IPERN) agência Mossoró não estão obtendo os serviços. O problema é resultante da falta de médicos para fazer os atendimentos.
 
Para funcionar, a perícia médica do órgão necessita ter três médicos para os processos de aposentadoria por invalidez e de dois para outros procedimentos como, por exemplo, a renovação de licenças de trabalho.
 
No local havia os três profissionais trabalhando até há pouco tempo. As dificuldades começaram no início deste ano quando um deles foi remanejado para trabalhar no Hospital da Mulher Parteira Maria Correia. Nesse tempo, quem precisou dar entrada na aposentadoria teve que se deslocar para Natal, Pau dos Ferros ou Caicó – as outras cidades do RN que fazem o procedimento.
 
Quem procurou a prorrogar a adaptação, por exemplo, não ficou satisfeito com a notícia de que mais um perito não estaria trabalhando. Um dos dois médicos que ainda restavam entrou de férias e não dará expediente mais a partir da próxima semana. Com um profissional apenas, os serviços não podem ser realizados.
 
Os atendimentos na agência mossoroense são feitos em três dias da semana: terças, quartas e quintas-feiras.
 
Segundo Everton Rebouças, chefe da agência do Ipern em Mossoró, está sendo buscada uma solução para o caso. “Estamos vendo com o pessoal do Ipern de Natal a possibilidade de ter uma junta médica itinerante – para que as pessoas não sejam mais prejudicadas – enquanto não sai a designação de outros médicos para trabalhar aqui de forma definitiva”, informou.
 
A orientação que a direção do órgão faz aos servidores é que procurem ir a uma das outras três cidades (Natal, Pau dos Ferros e Caicó).
 
Quem não gostou nada de fazer essas viagens foi um grupo de mulheres vindas de Upanema que procurou a agência do Ipern ontem pela manhã. “Nós não temos condições financeiras porque ganhamos pouco, condições físicas e psicológicas de ter sempre que fazer essas viagens”, disse a educadora Elza Aquino que estava em busca de prorrogar a sua adaptação.
 
A situação da também educadora Régia Mendonça é ainda mais complicada. Por conta de problemas de saúde ela teve que se afastar da sala de aula para desenvolver outras funções na instituição de ensino. “Estou há um ano e meio esperando minha aposentadoria. São 30 anos de trabalho em sala de aula. Minhas licenças especiais nunca saíram, mudança de nível também não, fiz especialização e não valeu de nada para contar como aumento de salário e não estou em condições de dar aula e ainda tem esse problema aqui para a gente lidar”, reclamou.

Fonte: Gazeta do Oeste