Fiocruz faz acordo com multinacional para produzir antibiótico
Geral
27.11.2012
A farmacêutica multinacional GlaxoSmithKline (GSK) terceirizou a produção do Amoxil, um antibiótico amplamente utilizado no Brasil, para o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos), da Fiocruz, no Rio de Janeiro. Antes, o medicamento era produzido em uma unidade da GSK no México e importado para o país. A farmacêutica não informou, porém, se o fato de a fabricação agora ser no Brasil refletirá na redução do preço da droga. A parceria é inédita nessa área e terá duração de ao menos cinco anos.
Segundo Hayne Felipe da Silva, diretor executivo do Farmanguinhos, as unidades dos comprimidos de Amoxil (amoxilina, na versão de 875 mg) produzidos pela Fiocruz não serão comercializados apenas no Brasil, mas sim fornecidos para a GSK vender no mercado privado. Ele acredita que a parceria vai fazer com que os técnicos da Fiocruz a aprendam a tecnologia envolvida na produção de comprimidos revestidos ao mesmo tempo em que prestam um serviço à farmacêutica.
As primeiras unidades dos comprimidos de Amxoil foram entregues à GSK em junho deste ano e o segundo lote, no final de outubro. Até agora, a Fiocruz já liberou 29.206 caixas do antibiótico — o que representa 453.970 comprimidos — para a farmacêutica. O volume total a ser fabricado dependerá da demanda. De acordo com Silva, a unidade Farmaguinho tem capacidade para produzir até 900 mil comprimidos por mês para este medicamento.
Para que a iniciativa desse certo, houve transferência de tecnologia, colaboração científica e a capacitação profissional na produção de penicilina.
Segundo Silva, essa parceria é importante porque demonstra que o instituto tem nível de excelência tecnológica e de qualidade comparado aos laboratórios farmacêuticos reconhecidamente de alto padrão. Além disso, ainda permitirá que Farmanguinhos produza outros medicamentos com esse tipo de revestimento, caso seja necessário. “Tem o lado econômico também. Além de aprendermos, nós recebemos pelo serviço prestado”, diz Silva.
Vacina — A nova parceria é diferente de outra que a GSK tem, desde 2010, com a Fiocruz — no caso, com a unidade Biomanguinhos. Esse acordo envolve a produção da vacina pneumocócica conjugada, mas apenas para o Ministério da Saúde distribuir na rede pública.
Fonte: Veja.com