FORÇA-TAREFA DE MÉDICOS
Geral
15.09.2010
Publicada em: 15/09/2010
"Profissionais resistem em aceitar propostas de emprego por vários motivos, como o medo de que haja muita pressão política durante o exercício da profissão", afirmou o secretário de Gestão do Trabalho e de Educação na Saúde, Francisco Campos. O secretário aponta também o receio de que, em locais distantes, a infraestrutura seja precária. "Mas o principal é o medo de ficar estagnado, sem condições de fazer reciclagem profissional", completou.
Um grupo de trabalho formado pelo Ministério da Saúde, em julho, tem até o mês que vem para desenhar o formato final da carreira do SUS. A primeira reunião do grupo deve ocorrer hoje. As linhas gerais do projeto estão traçadas. Campos diz que profissionais serão contratados via seleção pública, por regime da CLT. A ideia é que haja uma rotatividade entre as cidades cadastradas, em sistema semelhante ao que ocorre com carreiras jurídicas. A periodicidade das transferências e os critérios para as remoções serão definidos pelo grupo de trabalho.
"A intenção é criar uma carreira atrativa. Além de bons salários, profissionais teriam garantia, por exemplo, de participar de cursos de reciclagem." Os salários dos profissionais será pago pelo Ministério da Saúde, mas o dinheiro será descontado dos repasses que, rotineiramente, são feitos para municípios. Os salários ofertados atualmente, de acordo com Campos, chegam a R$ 20 mil.
Fonte: ESTADO DE MINAS | NACIONAL