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GESTORES DE HOSPITAIS AVALIAM DESAFIOS DO PRÓXIMO GOVERNO

Geral

23.09.2010

BRASIL ECONÔMICO – ONLINE | SAÚDE

Publicado no dia 22/09/2010
 

As principais lideranças na área de saúde discutem na quinta-feira (23), no 3º Fórum Bionexo de Negócios Hospitalares, o cenário atual e os principais desafios que serão enfrentados pelo próximo presidente.

O principal entrave na saúde pública engloba os gastos realizados por cada estado em medicamentos e insumos, garante o o presidente do Bionexo, Maurício de Lázzari Barbosa.

Um exemplo disso são os estados do Rio de Janeiro e São Paulo, que gastaram 15,5% e 16,6%, respectivamente, da verba para saúde em medicamentos e insumos, enquanto Goiás direcionou 51,5% de sua cota.

"Existe uma grande distorção per capita de gastos nessa área. O desafio é entender isso. Ou estão dando medicamentos demais ou estão comprando muito mal. Em um país com baixa inflação, os medicamentos não podem ter uma variação maior que 5% ou 10% entre os estados", afirma.

Barbosa indica que a solução para este caso seria um sistema mais eficiente que ligasse todo o país. Dessa forma, as diferentes administrações estaduais teriam acesso aos preços praticados em outros lugares e dariam preferência àqueles mais baratos.

"Atualmente esse sistema é muito falho. Os preços são simplesmente copiados de um estado para outro sem fazer pregão. Isso cria um desvio orçamentário e uma despesa muito grande para a nação", explica Barbosa.

Saúde privada

Neste segmento, o desafio para os gestores é ter maior entendimento sobre o processo de remuneração por parte das operadoras e seguradoras.

Além de tornar esse assunto mais claro, o próximo presidente também deverá solucionar a falta de redes acreditadas.

"As acreditações ainda estão muito no Centro-Sul e o Brasil inteiro precisa de saúde com qualidade", avalia o presidente do Bionexo.

No segmento filantrópico, o novo governo terá que resolver uma questão ainda não solucionada pelo presidente Lula e pelo atual ministro da saúde, de acordo com Barbosa.

Trata-se da emenda 29 que define os repasses do setor público às instituições filantrópicas.

Mão-de-obra

O futuro presidente da República ainda enfrentará a falta de profissionais qualificados no mercado caso "o Brasil mantenha o mesmo ritmo de crescimento nos próximos dois anos".

Segundo Barbosa, para combater a baixa qualidade de algumas instituições de ensino, o governo deve investir em docentes e melhor remuneração para os profissionais do setor.

Fonte: BRASIL ECONÔMICO - ONLINE | SAÚDE