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GREVE DOS MÉDICOS ESTÁ NAS MÃOS DA JUSTIÇA - Prefeitura de Natal entrou com pedido de ilegalidade acerca da paralisação encabeçada pelo Sinmed

Geral

14.09.2010

DIÁRIO DE NATAL | ULTIMAS

Por: Gabriela Olivar / Júlio César Rocha

A Prefeitura do Natal entrou, ontem, na Justiça com o pedido de ilegalidade da greve dos médicos do município, que começou no último dia 5. Segundo Sylvio Eugênio, secretário executivo do gabinete da prefeitura, o movimento tem "contornos políticos" e os sindicalistas não têm a intenção de negociar. O pedido foi feito pelo procurador-geral do município, Bruno Macedo, às 12h. Ainda de acordo com Sylvio Eugênio, houve uma tentativa de negociação com o Sindicato dos Médicos do RN (Sinmed/RN), há cerca de duas semanas, mas o presidente da entidade, Geraldo Ferreira, teria se negado a conversar.
 

"Dos quatro pontos que eles pediam, apenas um não foi contemplado, que diz respeito à extensão da gratificação a servidores estaduais e federais que atuam no âmbito municipal", explicou o secretário. "Isso não é possível porque eles já têm seus próprios planos de cargos e salários", argumentou. Depois disso, segundo Sylvio, o presidente do Sinmed teria se retirado da sala durante a reunião e insistido com a paralisação.

Outro ponto argumentado pela prefeitura foi o fato de o sindicato ter voltado a tentar uma negociação depois do começo da greve, só que apresentando uma pauta diferente da anterior. Até o fechamento desta edição, o processo ainda não havia sido distribuído no Tribunal de Justiça do RN. Segundo Bruno Macedo, a expectativa é de que hoje de manhã o juiz relator receba e aprecie o pedido, cujo resultado pode sair em dois ou três dias. Depois da decisão, as partes poderão ser chamadas e ouvidas pelo magistrado.

Para Geraldo Ferreira, o movimento grevista está totalmente dentro da lei. O presidente afirmou que aguardará o posicionamento da Justiça. "Acredito que isso seja um argumento de fraqueza muito grande, pois, além da questão salarial, estamos reivindicando a decisão da prefeitura em privatizar a saúde", disse, confirmando, ainda, que a greve vai continuar.

Os médicos irão realizar um novo ato amanhã, às 10h, em frente àUnidade de Pronto-Atendimento (UPA) do Pajuçara, na Zona Norte. No mesmo dia, às 14h, haverá uma audiência pública na Câmara Municipal com profissionais da Saúde municipal.

Professores

Depois de três meses de atraso, os professores terceirizados do município voltaram, ontem, a receber os salários. De acordo com o secretário municipal de Planejamento, Fazenda e Tecnologia da Informação, Antônio Luna, uma parcela do débito com os educadores foi quitada e o pagamento do restante será negociando com a categoria em reunião prevista para amanhã. "O atraso se deu por uma questão processual e burocrática", disse o secretário. "Como eles são contratados temporariamente, precisamos dos dados de todos e isso demorou um pouco".

Fonte: DIÁRIO DE NATAL | ULTIMAS