GRUPO SAI EM BUSCA DE DOADORES DE MEDULA ÓSSEA
Geral
07.10.2010
TRIBUNA DO NORTE | NATAL
Publicado no dia 07/10/10
O Rio Grande do Norte tem apenas 30 mil doadores cadastrados de medula óssea, mas as estatísticas mostram que as chances de se encontrar alguém compatível são de 1 em 100 mil. Para sensibilizar a população e aumentar a quantidade de doações, o grupo Humanização e Apoio ao Transplantado de Medula Óssea do RN (Hatmo-RN) aproveitou o Dia Nacional do Doador Voluntário de Medula Óssea, comemorado ontem, para lançar uma série de atividades relativas ao tema. No estado, 90 pessoas com doenças como leucemia, linfoma, mieloma e aplasia medular esperam por uma doação que possa salvar suas vidas.
A programação iniciou logo cedo, com uma “caminhada solidária” que saiu da sede da Hatmo, em Lagoa Nova, e culminou na montagem de um estande, no Midway Mall, para coleta de doações. O trabalho será feito no shopping até o dia 9 deste mês, e em seguida acontece em outros locais, como as festas do Boi e da Padroeira. “Estamos conscientizando a população sobre a necessidade de aumentar o número de doadores. É uma questão de salvar vidas”, afirma a presidente do grupo, Rosali Cortez. Quem quiser contribuir basta comparecer ao Midway até as 22h, com CPF e identidade, preencher o cadastro e tirar 4 ml de sangue para análise. Caso a pessoa seja compatível com algum dos doentes, será chamada para a doação de medula.
“Ao contrário do que muita gente pensa, o procedimento para remoção da medula não causa dor”, garante Rosali. A retirada pode ser feita por punções no osso da bacia, sob anestesia; por meio de aférese (coleta em via periferia, semelhante a uma doação de sangue); ou através de cordão umbilical. Enquanto as chances de encontrar um doador compatível são de até 30% entre irmãos, no geral é de 1 para 100 mil, devido à grande miscigenação da população brasileira. Os riscos para quem doa são praticamente inexistentes, pois retira-se apenas 10% da medula óssea, rapidamente recomposta pelo organismo.
A estudante Jéssica Cristina Cordeiro do Nascimento, que cursa Comércio Exterior na UFRN, foi sensibilizada pela campanha nos corredores do shopping e decidiu dar sua colaboração. “Já tinha ouvido falar no assunto. Muita gente tem medo e pensa que vai doer, mas eles me explicaram que não é assim. De fato, é bem simples, pelo braço. Caso eu seja compatível com alguém que precise, vou doar a medula sim”, assegura Jessica. Por sua vez, o estudante de Medicina Petronílio Ferro, aluno da UnP, já é doador frequente de sangue. “E decidi também ajudar a campanha de medula. É muito importante, pode salvar a vida de muitas pessoas “.
Confira o calendário da campanha
Veja abaixo as datas de coleta e os locais
7 a 9 de outubro – Midway Mall
9 a 16 – Festa do Boi, Parque
Aristófanes Fernandes, Parnamirim
25 a 27 – Unidades do Senac
em Natal
29 a 31 – Imirá Plaza Hotel,
durante a Exponoiva
03 de novembro – UFRN
12 a 20 de novembro – Festa da
Padroeira (Catedral Nova de Natal)
Em geral, quem quiser doar sangue pode fazê-lo no Hemonorte:
Avenida Alexandrino de Alencar, 1.800 – Tirol – Natal – Fones: 3232.6700 / 6701 / 6733
POSTO FIXO: Av. Paulistana, 132 – Panatis I – Casa da Cidadania
Fones: 3232.9777 / 9778 / 9779
ÔNIBUS – Centro (em frente à Catedral Nova)
O que é medula óssea?
É um tecido líquido-gelatinoso que ocupa o interior dos ossos, sendo conhecida popularmente por “tutano”. Na medula óssea são produzidos os componentes do sangue: as hemácias (glóbulos vermelhos), os leucócitos (glóbulos brancos) e as plaquetas.
O que é transplante de medula óssea?
É um tipo de tratamento proposto para algumas doenças que afetam as células do sangue, como leucemia e linfoma. Consiste na substituição de uma medula óssea doente, ou deficitária, por células normais de medula óssea, com o objetivo de reconstituição de uma nova medula saudável. O transplante pode ser autogênico, quando a medula vem do próprio paciente. No transplante alogênico a medula vem de um doador.
Quando é necessário o transplante?
Em doenças do sangue como a Anemia Aplástica Grave, Mielodisplasias e em alguns tipos de leucemias, como a Leucemia Mielóide Aguda, Leucemia Mielóide Crônica, Leucemia Linfóide Aguda. No Mieloma Múltiplo e Linfomas, o transplante também pode ser indicado.