3201 5491

FALE COM A GENTE

ÁREA DO COOPERADO

HOSPITAIS E ABRIGOS // MP PREOCUPADO COM ACOMODAÇÃO DE IDOSOS

Geral

31.08.2010

DIÁRIO DE NATAL | CIDADES

Por: Jussara Correia

O abandono de pessoas nos hospitais públicos do Rio Grande do Norte e o número insuficiente de abrigos no estado para acomodar essas pessoas, após receberem alta, situação denunciada pelo Diário de Natal no último domingo, provocou reação do Ministério Público. A promotora do Idoso, Iadya Gama Maio afirmou que está preocupada com as declarações feitas pelo serviço social do Hospital Walfredo Gurgel, alegando que os abrigos só recebem pessoas com aposentadoria e por isso a unidade de saúde acaba "hospedando" esses pacientes por muito tempo. A afirmação foi publicada em matéria veiculada pelo DN no último domingo. Diante da situação, a promotora apresentou recomendações feitas pelo órgão às Secretarias de Ação Social do estado e município, determinando que são responsáveis pelo abrigo dessas pessoas.

De acordo com o documento, as secretarias "são responsáveis pelo abrigo de pessoas adultas natalenses (idosas ou não) com alta hospitalar em qualquer dos hospitais públicos desta cidade (hospitais Walfredo Gurgel; Maria Alice Fernandes; Gizelda Trigueiro; Pedro Bezerra e Pescadores) sem família, identificados como moradores de rua, sempre que for acionado pelos respectivos serviços sociais, uma vez que comumente tem acontecido do leito hospitalar permanecer ocupado, mesmo estando o paciente de alta, devido sua condição de não ter residência nem ser recebido em qualquer abrigo, transferindo para o hospital uma responsabilidade que não é sua, além de ocupar um leito hospitalar com sérios prejuízos a outros pacientes, considerando a grave realidade de déficit de leitos hospitalares SUS em Natal", descreve o documento.

Uma das preocupações da promotora é com insinuação sobre apenas receber idosos com aposentadoria. "O fato é grave e deve ter um tratamento de apuração especial. Cabe ao poder público administrar este tipo de conflito e verificar, primeiro se a pessoa tem família e devolvê-la ao lar. Caso não tenha é preciso que se crie oportunidades de abrigamento, com ou semaposentadoria, independentemente da idade, até porque hospital não é albergue, pousada ou hotel. Aguardo sinceramente que a Semtas e a Sethas, no caso das pessoas do interior do estado, possam adotar as medidas cabíveis e resolver este problema de uma vez. Peço ao pessoal do serviço social dos hospitais que primeiro procurem estas duas secretarias para encaminharem seus problemas e caso não seja resolvido entrem em contatos com as promotorias de defesa das pessoas idosas ou de família", orientou a promotora.

Fonte: DIÁRIO DE NATAL | CIDADES