Hospital Giselda Trigueiro é destaque em site nacional
Geral
02.10.2014
O site do Laboratório de Pesquisas sobre Práticas de Integralidade em Saúde (LAPPIS) publicou entrevista com a diretora do Hospital Giselda Trigueiro, Milena Martins, na qual ela fala sobre como o hospital passou a ser administrado segundo o modelo de Gestão Participativa. O Laboratório é ligado à Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), em parceria com o Ministério da Saúde/SAS/DAPES e OPAS. A entrevista foi concedida no último mês de agosto, quando pesquisadores do LAPPIS estiveram no hospital para a devolutiva da pesquisa intitulada “Ações Estratégicas para o Fortalecimento das Redes de Atenção à Saúde no SUS”, desenvolvida entre agosto de 2012 e janeiro de 2014, que através de uma Convocatória Nacional selecionou 12 experiências em todo o país, voltadas para a busca pela efetivação das práticas de integralidade, ampliação da democracia institucional e a garantia do direito à saúde. Confira na íntegra a entrevista feita pela equipe de Comunicação do LAPPIS: Como você iniciou o trabalho de cogestão? Fale sobre isso. – Logo que eu assumi a direção do Hospital, em 2007, eu tive a felicidade de no mês seguinte receber um convite da Sheyla, consultora do Ministério da Saúde, para que um grupo de diretores fizesse uma visita à Minas Gerais, nos hospitais Odilon Behrens e Sofia Feldman, que são modelos em gestão participativa, cogestão, política nacional de humanização. E foi muito rico naquele momento. A partir daquele modelo que a gente viu lá, e a partir da realidade que a gente vivenciava aqui no hospital, sentimos a necessidade de uma mudança, de sair daquele modo tradicional de se fazer gestão. Quais foram as mudanças? – As pessoas ficavam nos seus espaços, era uma romaria constante à direção. Usuários e trabalhadores fazendo queixas, sempre naquela visão de que ali era só para resolver os problemas. Assim, dentro (partindo) da Política Nacional de Humanização a gente começou a pensar na possibilidade de implantar a cogestão. Era uma coisa nova para mim, mas, naquele momento, com o apoio da Sheyla, começamos a fazer rodas, divulgar conceitos da PNH, de cogestão, que as pessoas não conheciam. Como foi a inserção do Apoio nesse processo? – Através da Sheyla, como Ministério da Saúde, no núcleo articulador de humanização, que existe dentro da secretaria de saúde pública, nós começamos a conversar e dizer “Olha, eu preciso de ajuda, eu preciso de apoio. Eu quero fazer isso e tal, mas preciso de apoio, preciso de alguém que chegue junto e que mostre como faz”. Nós tivemos a oportunidade de trazer para o hospital uma psicóloga, a Tereza Freire, como a primeira apoiadora institucional e isso foi extremamente importante. Num primeiro momento, as pessoas estranharam, afinal uma psicóloga estava envolvida não na assistência e sim na gestão. As pessoas diziam “o que essa mulher está fazendo aqui? Só conversa…”. Mas ela começou a fazer parte das rodas e aquilo começou a evoluir.s
Fonte: SESAP/RN