HOSPITAL RAFAEL FERNANDES ESTÁ HÁ QUASE DOIS MESES SEM AMBULÂNCIA
Geral
27.08.2010
JORNAL DE FATO | MOSSORÓ
Por: Higo Lima
A única ambulância lotada para atendimento dos pacientes do Hospital Rafael Fernandes está há quase dois meses para conserto. Sem o transporte, os pacientes do hospital – responsável pelo tratamento de doenças infecto-contagiosas – que necessitam de deslocamento estão sendo transportados em outros veículos sem a devida estrutura.
Segundo a direção do hospital, a ambulância está em Natal e o setor responsável ainda não deu prazo exato para a devolução do veículo. "Eles já nos garantiram que logo em breve vão encaminhar a ambulância. Na verdade, falta apenas uma peça para que o conserto esteja pronto", comentou o diretor do Hospital, Paulo Henrique Lima.
A preocupação, na verdade, deve-se à gravidade do tipo de atendimento do Rafael Fernandes. Os pacientes são acometidos por problemas como tuberculose e com vírus HIV, o que torna muitos dos procedimentos emergenciais. Segundo informações repassadas pela direção, embora o número de ambulâncias seja reduzido – apenas uma -, essa consegue atender a demanda da instituição.
O diretor estima que, em média, cerca de 30 pacientes sejam internados mensalmente no hospital. Um número que, segundo ele, dá para ser atendido pela quantidade que o hospital dispõe. Uma das pacientes, por exemplo, é a agricultora Maria Auxiliadora de Almeida, 33. Ela viu uma gama de problemas aparecerem em sua vida depois da peleja que percorreu para realizar o exame de DST, há cinco anos. A sua realidade mostra o quadro do hospital. Como é uma das assentadas no Eldorado dos Carajás II (antiga Fazenda Maísa), a dificuldade já começa para chegar até o Centro, onde está o hospital.
Duas vezes por mês ela percorre, a pé, 250 metros de sua casa até a margem da BR-304, onde espera um carro-lotação para mais 30 quilômetros de viagem.
Em uma matéria publicada pelo JORNAL DE FATO em janeiro deste ano, foi mostrado como a pequena equipe do Hospital Rafael Fernandes tem que se desdobrar para atender ao crescente número de pacientes. O acompanhamento é feito por apenas três enfermeiros, três farmacêuticos, dois psicólogos e nenhum pediatra.