HOSPITAL RAFAEL FERNANDES PRECISA DE MAIS RECURSOS PARA LIDAR COM AIDS
Geral
02.09.2010
JORNAL DE FATO | MOSSORÓ
Por: Higo Lima
Uma comissão de profissionais do Hospital Rafael Fernandes irá detalhar a realidade da instituição quanto ao tratamento e assistências aos pacientes com HIV/Aids. O Rafael Fernandes é uma unidade de referência no tratamento de doenças infectocontagiosas.
O levantamento faz parte do plano de adesão para o Fortalecimento das Estratégias para o Tratamento com Antiretrovirais do estado. O Ministério da Saúde estabeleceu que os exames deveriam ser descentralizados e o Governo do Estado tenta viabilizar a sorologia nos hospitais regionais do Oeste e Seridó, além de Natal. A expectativa é que diminua em pelo menos 50% o tempo de espera pelos exames.
A assistente social Antônia Araújo explica que os representantes começarão a discussão interna sobre os pontos que serão levados ao próximo encontro. Hoje, o maior problema dos Serviços de Assistência Especializada (SAE) é quanto à demanda de profissionais para atender ao número de pacientes. Em Mossoró, por exemplo, a equipe é formada por profissionais de diferentes áreas, porém, ainda falta um pediatra para acompanhar as 4 crianças soropositivos, as crianças portadoras do vírus e as 22 expostas ao vírus. Segunda a enfermeira da unidade, Dulce Neiva, são consideradas expostas aquelas crianças com até 2 anos de idade cuja mãe ou pai são portadores do vírus.
Ela explica que o acompanhamento básico é feito, como a medição da carga virial e a realização de exames. Já quando a situação se agrava, as crianças são acompanhadas em Natal. Encontra-se aí, um segundo problema, devido à falta de ambulância e à redução de transportes, o translado é feito em parceria com a Prefeitura. O número de infectologista também é pequeno: apenas um profissional.
Segundo dados colhidos até o mês de julho, cerca de 466 pessoas fazem acompanhamento. Desse montante, 338 são soropositivos, sendo que os homens têm a maior fatia, com 179 casos e 152 mulheres. Outros 106 apenas portam o vírus, sendo 52 mulheres e 45 homens e 1 adolescente.
"Um dos nossos maiores esforços é buscar mais incentivos para o Serviço", reforça Antônia Araújo, que participou do encontro.