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HOSPITAL TERÁ REPASSE DE R$ 1 MILHÃO

Geral

19.10.2010

TRIBUNA DO NORTE | NATAL

Publicado no dia 19/10/10

O Hospital Estadual Dr. Rui Pereira receberá um repasse mensal de R$1 milhão  do Ministério da Saúde, que será destinado à manutenção da unidade. Em contrapartida, o Governo do Estado arcará com o pagamento dos servidores – médicos, enfermeiros, entre outros- que agora fazem parte do quadro do hospital.

“Esse convênio, feito com o Ministério da Saúde, será utilizado, por exemplo, para a compra de medicamentos, de material hospitalar e outras despesas referentes à manutenção da unidade que tem 100 leitos disponíveis e vai desafogar o Walfredo Gurgel”, disse o secretário estadual de Saúde, George Antunes.

A diretora do hospital, Valmira Guedes, garantiu que a unidade possui médicos suficientes para cobrir o plantão de 24 horas e prestar assistência aos 56 pacientes que serão transferidos inicialmente.

A maioria desses  profissionais já faz parte do quadro do Estado, eles foram remanejados de outras unidades. Do Hospital Walfredo Gurgel, por exemplo, foram quatro médicos. Questionado se esse remanejamento  vai provocar deficiência no atendimento, George Antunes garantiu que não.

“Não vai haver prejuízo ao atendimento nos outros hospitais, principalmente o Walfredo Gurgel, pois os aprovados no último concurso serão enviados para cobrir a escala dessas unidades. Além disso, 18 médicos de hospitais da Região Metropolitana estão sendo trazidos para o HWG”, disse o secretário.

Com relação à transferência dos médicos, até o final da tarde de ontem seis, dos 18 profissionais convocados, haviam se apresentado para trabalhar no Walfredo Gurgel. Os demais devem se apresentar ao longo da semana. “Acredito que os médicos estão se apresentando de acordo com as suas escalas de trabalho. Ao longo da semana todos já devem estar à disposição do HWG”, disse o coordenador de planejamento da Sesap, José Renato.

No maior hospital do Estado a situação não era diferente da de outros dias. O movimento de pacientes foi intenso durante toda a tarde. “O dia aqui sempre é movimentado. Mas nada diferente da realidade diária do Walfredo Gurgel. Só trabalhamos mais hoje devido à transferência dos pacientes para o novo hospital”, disse um funcionário.

Hospital Universitário

Na última sexta-feira,  Edilane da Silva Miguel, 26 anos, foi chamada, depois de cinco anos de espera, para se submeter a uma cirurgia de vesícula. Acontece que quando a paciente estava na sala de cirurgia, o procedimento foi cancelado porque não havia anestesista.

“Mandaram eu levar minha neta para casa porque não deu certo a cirurgia. Só falaram que era porque não tinha anestesista. Agora, ela está em casa, com muitas dores, esperando mais uma vez pela cirurgia”, reclamou a avó da paciente, Ana Maria.

De acordo com o diretor do HUOL, Ricardo Lagreca, não há deficiência no quadro de anestesista do Hospital. “Pode ter acontecido de o anestesista ter sido convocado para outro procedimento de maior complexidade – que é o foco do hospital. Mas posso garantir que não há problemas no quadro de médicos do Huol”, disse Lagreca.

Já a diretora do Hospital Walfredo Gurgel, Élida Bezerra, acredita que os novos leitos para internação no “antigo Itorn” terão um efeito positivo e irá diminuir a superlotação do Walfredo.

Hospital Rui Pereira recebe 30 pacientes do Walfredo Gurgel

Dez dias depois de ser inaugurado, o Hospital Estadual Dr. Rui Pereira, antigo Itorn, começou ontem a receber pacientes do Hospital Walfredo Gurgel. Foram transferidas 30 pessoas, todas elas com problemas relacionados a diabetes. A abertura do novo hospital é uma tentativa da Secretaria Estadual de Saúde de diminuir a superlotação do Walfredo Gurgel, que há anos sofre com pacientes nos corredores e falta de vagas. Hoje, segundo a direção do Walfredo, mais 15 pessoas serão transferidas. Dos 100 leitos disponíveis, o hospital tem 56 ativos.

Durante esses 10 dias, apenas os pacientes que estavam na clínica médica anexa ao Hospital João Machado foram atendidos no “antigo Itorn”. Eram oito pessoas, das quais cinco já tiveram alta. De acordo com a diretora da unidade, Valmira Guedes, esse período serviu como um “laboratório”. “Não é fácil estruturar um serviço, temos de ir aos poucos ajustando os detalhes. E agora estamos prontos para atuar de forma mais forte”, diz Valmira. Mesmo assim, os 16 leitos de terapia intensiva e o centro cirúrgico ainda não estão prontos. A previsão de funcionamento é em novembro.

O Hospital Rui Pereira tem três andares, cada um com 28 leitos de enfermaria. O segundo e o terceiro, com quartos contendo dois leitos cada, serão usados a partir de então. Já os quartos do primeiro andar, que têm seis leitos cada, precisam de reforma. Uma das duas UTIs, com oito leitos, e o centro cirúrgico precisam ajustar alguns detalhes para entrar em funcionamento. A unidade só receberá pacientes referenciados pelo Walfredo Gurgel, com foco em problemas vasculares provocados por diabetes.

A diretora do Hospital Walfredo Gurgel, Élida Bezerra, acredita que os novos leitos para internação no “antigo Itorn” terão um efeito positivo sobre a superlotação do hospital, além de “qualificar o serviço oferecido com relação ao pé diabético”. Com a saída dos 45 pacientes com diabetes, haverá mais vagas nas enfermarias e consequentemente menos pacientes nos corredores, alojados em macas. Essa é a lógica. “O foco do Walfredo é o atendimento ao trauma, então é importante esse serviço referenciado pelo hospital para atender a essa demanda, até porque temos muitos casos de diabetes”, diz Élida Bezerra.

Como se sabe, é comum amputar membros de pessoas que tenham diabetes, mas não guardem os cuidados necessários ao tratamento. Esse problema é histórico no Brasil. São vários os casos de pessoas com membros amputados porque não foram tratadas. Por isso, a escolha por essa área de atuação no Hospital Rui Pereira. Os primeiros pacientes têm esse perfil. É o caso de Josemira Luís da Silva, de 71 anos, internada na nova unidade desde à inauguração, no dia oito de outubro. “Aqui é bem melhor do que lá (clínica médica no Hospital João Machado). As enfermeiras estão sendo boas comigo e o quarto é melhor”, diz Josemira.

Fonte: TRIBUNA DO NORTE | NATAL