Licitação do hospital da Zona Oeste sairá até o fim do ano, diz Rosalba
Geral
23.08.2011
Governadora falou ainda sobre os recentes eventou políticos envolvendo o DEM, o aeroporto de SGA e a intervenção em Natal, em entrevista ao Jornal 96.
A governadora Rosalba Ciarlini (DEM) anunciou na manhã desta terça-feira (23) que o novo hospital da Zona Oeste deve estar licitado até o final deste ano. Terá 50 leitos de UTI e será alternativa para desafogar o Walfredo Gurgel.
O anúncio foi dado em entrevista ao Jornal 96, no qual a governadora repercutiu os eventos do leilão do aeroporto de São Gonçalo do Amarante; a articulação política com o PMDB; o imbróglio envolvendo seu partido, o DEM, e a nova legenda PSD e o eventual pedido de intervenção em Natal, assunto sobre o qual ela foi enfática.
“Olhe, eu não foi comunicada [sobre um pedido de intervenção]. Soube pela imprensa e acho que houve má interpretação. Até hoje não houve nada relacionado a essa questão. Isso é o tipo da coisa que não acontece assim. Não sei desse assunto nem por ouvi dizer”, disse a chefe de Executivo estadual.
Aeroporto de São Gonçalo do Amarante
Rosalba comemorou o arremate da concessão do terminal aeroportuário da região metropolitana de Natal (RMN), ocorrido na manhã desta segunda-feira (22) na Bolsa de Valores de São Paulo por R$ 170 milhões a um consórcio formado pela empresa brasileira Engevix e a argetina Corporación América.
Como consequência dos novos desdobramentos, a governadora lembrou que os projetos satélites que orbitam no entorno do aeroporto também devem ganhar fôlego nos próximos meses, quais sejam, a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Macaíba; as obra se infraestrutura para a RMN e a geração de emprego decorrente da implantação de todas essas ações.
“Só no aeroporto serão 15 mil empregos diretos”, comentou a título de exemplo. O aeroporto de São Gonçalo será o primeiro do País apto ao transporte de cargas, além de passageiros, cujo patamar inicial é estimado em 5,8 milhões ao ano. As obras, prometeu o consórcio vencedor, a Inframérica, devem estar concluídas de modo a contemplar o fluxo de turistas que virão ao RN para a Copa do Mundo.
“Eu até me pergunto se teríamos conseguido esse aeroporto agora se não fosse o mundial de futebol. Teríamos de esperar mais, acredito”, argumentou Rosalba, quando confrontada sobre as dificuldades que surgem em face da demanda exigida da máquina administrativa para cumprir os projetos da Copa do Mundo.
Nesse sentido, ela lembrou que, em havendo inviabilidade da Prefeitura do Natal de arcar com seus compromissos, o Governo do Estado está aberto ao diálogo e ao estabelecimento de parcerias. Cabe ao Executivo municipal a realização das obras de mobilidade urbana dentro do município. Até agora, nenhuma foi contratada.
Por outro lado, Rosalba defende viabilizar todos os projetos que se fazem necessários para a Copa, porque “não se trata apenas de um ou dois jogos, mas da visibilidade que o RN terá para todo o mundo, além das obras que ficarão aqui, claro”.
Arena das Dunas
Além das obras de infraestrutura na RMN, está sob tutela do Estado a responsabilidade da construção da Arena das Dunas, cujo início foi deflagrado na semana passada, após incertezas quanto ao meio adotado para tal.
Como já noticiado, o processo de construção da arena não contemplará a demolição por implosão do Machadinho e do estádio Machadão. “Se houver implosão, será mínima, sem prejuízos ao cotidiano da cidade e em razão de alguma eventualidade, como uma estrutura que se mostre mais resistente”. Todo o processo de derrubada será mecânico.
Entrementes, a governadora lançou luz sobre a questão do Estádio Juvenal Lamartine. A solução alcançada, disse, foi a transferência para a Zona Norte da cidade, na Avenida João Medeiros Filho. O novo estádio terá capacidade para 12 mil pessoas. Rosalba afirmou que uma data será marcada para apresentar o projeto à imprensa.
DEM, PSD, PMDB etc.
Em tom exasperado, Rosalba Ciarlini reiterou o ponto final que tem tentado colocar no noticiário político desde que o imbróglio entre seu partido, o DEM, e o PSD inundou as editorias de política, colunas e conchavos sociais.
“O DEM, por determinação da executiva nacional, vem acompanhando a formação do PSD em todo o Brasil e protestado quando cabe. Por que aqui haveria de ser diferente? Apenas o meu vice saiu de um partido, que não era o meu, para outro. Estão querendo colocar mais lenha na fogueira, mas sem nenhuma necessidade”, disse a governadora.
A base ao seu governo, segundo ela, não sofre alteração em razão desses eventos, tendo, pelo contrário, se ampliado com a adesão do PMDB de Henrique Eduardo Alves, evento tratado pela oposição de “acórdão”.
“O deputado Henrique Eduardo teve suas razões para não votar em mim. Agora, como influente parlamentar lá em Brasília e sendo do RN eu vou deixar de pedir ajuda a ele?”, argumentou Rosalba.
A governadora se furtou a comentar articulação política para as eleições do próximo ano, advertindo que “cada município tem um quadro diferente” e que está “mais preocupada em trabalhar”.
Reprodução: www.nominuto.com