LUTA PARA LARGAR MEDICAMENTO
Geral
21.12.2010
DIÁRIO DE NATAL | SAÚDE
Publicado no dia 21/12/10
Evitar o uso de analgésicos parece impossível para quem convive com a dor. A advogada Mariana Picanço, 28 anos, sofre de enxaqueca desde a infância. O mal de família passou a interferir ainda mais na qualidade de vida durante a adolescência. Ela passou a ter crises graves – nas quais precisava ir ao hospital – até duas vezes por mês. Os episódios, marcados por fortes dores, visão turva e náusea, aconteciam a qualquer hora.
"Isso pode acontecer em qualquer lugar. No trabalho, na faculdade, no ônibus, no meio da rua. Faltava às aulas e ao trabalho. Meu chefe uma vez parou uma reunião para me levar ao hospital", conta. O uso de analgésicos era necessário nessas situações. Os pais médicos, no entanto, sempre recomendaram muito cuidado. Apesar de fazer rodízio com medicações diferentes, quando as crises eram frequentes chegou a sentir que o efeito se tornava mais brando.
A recomendação médica para o caso de Mariana foi o uso de anticoncepcional para equilibrar as taxas hormonais e o controle de outros fatores externos que podiam desencadear crises. A lista de alimentos que evita consumir, por exemplo, inclui frutas cítricas, carne vermelha e bebida alcoólica. Não fuma e evita ficar próxima de fumantes. O maior esforço, no entanto, é controlar o estresse.
Com todos os cuidados, a advogada conseguiu diminuir as crises mais graves para duas a quatro vezes ao ano. O uso de analgésicos diminuiu, mas em seu caso não pode, no entanto, parar totalmente. "Tenho sempre algum na bolsa. Quando a dor começa, tomo um comprimido para evitar que a crise piore. Isso acontece em média uma vez por mês, durante a tensão pré-menstrual", explica.
Tipos de analgésicos
Os medicamentos que têm como principal ação minimizar as sensações de dor são divididos em dois grandes grupos:
– Anti-inflamatórios – são os mais comuns, entre eles, o paracetamol, a dipirona sódica e o diclofenaco. São usados em casos de dor leve a moderada. Vendidos em farmácia, muitos não exigem receita médica. Algumas fórmulas combinam os anti-inflamatórios entre si ou com substâncias que aumentam o efeito.
– Opioides – recomendados em casos mais severos, são controlados por receita médica. Muitas fórmulas só podem ser usadas em pacientes internados. Por conta dos efeitos colaterais mais graves e das reações adversas possíveis, inclusive o vício, passam por rigoroso controle.
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Disque-intoxicação: 0800-6446-774 ou 0800-722-6001
Fontes: anestesista Mário Luiz Giublin e toxicologista Andrea Amoras