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Mães que sofrem discriminação têm bebês abaixo do peso

Geral

03.09.2012

O estado emocional da mãe interfere diretamente na crescimento e na saúde da criança. Agora estudo da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, conseguiu encontrar relação entre o estresse desencadeado pela discriminação nas mães e o desenvolvimento do bebê. 

Os estudiosos conversaram com 420 mulheres grávidas com ascendência latina e negra que sofriam algum tipo de preconceito durante a gravidez. Elas foram avaliadas entre o segundo e o terceiro semestre da gestação, e os bebês analisados até o primeiro ano de vida. Aquelas que reportavam níveis de depressão altos por causa da discriminação tiveram bebês que pesavam menos que as que reportaram menos estresse. 

Para os pesquisadores, a relação direta entre a autoestima da mãe e o tamanho do bebê até os doze meses de idade mostra a importância do combate ao preconceito até mesmo em programas dos governos. Medidas neste sentido ajudariam a dar melhores condições de saúde às crianças nascidas em qualquer classe social, e até mesmo garantir uma maior expectativa de vida.

Pediatras dão conselhos para seu filho crescer com saúde

Cartela de vacinação é importante
A ferramenta do Ministério da Saúde é essencial para garantir a prevenção de doenças contra as quais já é possível se proteger. "Com a vacina, o organismo cria anticorpos contra as bactérias ou vírus que deixam a criança doente", explica a pediatra Ana Gabrielli Pavanelli Roberto, do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos. Um total de doze vacinas deve ser tomada até os seis anos, sendo as algumas delas contra a hepatite B, meningite, pneumonia, sarampo, caxumba e outras enfermidades. 

A alimentação é a base do corpo
A partir dos seis meses, a criança pode complementar os nutrientes que recebe do leite materno com alimentos sólidos. "Eles contém fibras, vitaminas, oligoelementos e proteínas muito importantes para proteger o organismo", explica a pediatra Ana Gabrielli. Mas fique atento: quando ainda é pequeno, o prato do seu filho deve ser feito em forma de papinha, para que ele não corra o risco de engasgar com os novos elementos do cardápio. 

Exercícios vão deixa-lo mais forte
Com o corpo forte, é importante também desenvolver noções como coordenação motora e convívio social. Os esportes são um ótimo meio para isso. "O incentivo a movimentos simples pode ser feito a partir dos seis meses de idade, enquanto atividades esportivas estão liberadas a partir do primeiro ano de vida", revela o pediatra Marcelo Reibscheid, do Hospital São Luiz. Outra forma de incentivar os exercícios é participar das aulas com o pequeno: algumas escolas de natação e ioga oferecem essa possibilidade.

Fonte: UOL