Ministro Padilha conhece experiências de medicina tradicional chines
Geral
15.07.2011
Alexandre Padilha encerrou visita oficial à China, onde participou de reunião dos BRICS, trocando informações com médicos e pacientes de hospital em Pequim
A possibilidade de integração de práticas da medicina tradicional chinesa ao Sistema Único de Saúde (SUS) foi tema do último dia de visita oficial do ministro Alexandre Padilha a Pequim. Nesta última terça-feira (12), Padilha conheceu o Hospital Oftalmológico da Academia de Ciências Médicas Tradicionais Chinesas. “Nosso esforço é entender como essas práticas podem ser incorporadas ao SUS, como apoio à medicina ocidental. Já financiamos equipes de práticas tradicionais, que, conforme suas especialidades, melhoram a qualidade do tratamento”, avalia Padilha.
No hospital chinês, apesar de o local ser específico para tratamento de pessoas com problemas de visão, há leitos de internação e uso de tomografia, por exemplo, para propiciar melhores diagnósticos. A ampliação do intercâmbio de informações sobre a medicina tradicional chinesa já havia sido acertado na última segunda-feira (11), durante reunião bilateral entre os ministros da Saúde do Brasil e da China, Chen Zhu.
A necessidade de compartilhamento de dados e de tecnologia também originou a proposta brasileira de formação da Rede de Cooperação Tecnológica no âmbito dos BRICS (Brasil, China, Rússia, Índia e África do Sul), que terão um banco de preços e patentes de medicamentos.
Também nesta terça-feira, parte da comitiva brasileira visitou uma fábrica de produtos biotecnológicos em Pequim justamente para averiguar seu padrão de qualidade. O ministro Padilha ainda reuniu-se com o colega indiano, Ghulam Nabi Azad, quando também tratou de temas de cooperação, como as parcerias público-privadas.
O Ministério da Saúde do Brasil já firmou 28 acordos para a produção nacional de tratamentos para portadores de HIV, artrite reumatóide e Parkinson, por exemplo. Com essas parcerias, 29 produtos passam a ser fabricados no Brasil, o que deve por si só gerar uma economia de R$ 400 milhões por ano. A produção de três desses produtos já começou: Tenofovir, Closapina e Quetiapina.