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Na rede pública, cresce o número de partos cesarianos

Geral

19.02.2013

Na rede pública, o número de partos cesarianos também vem crescendo. Até outubro de 2012, segundo dados apurados pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesap), as cesáreas representaram 47% dos partos realizados nas 40 maternidades do estado. Os índices mais altos, contudo, estão na capital. A Maternidade Escola Januário Cicco (MEJC) registrou o maior índice, com 2156 partos cesarianos realizados em 2012,
Tanto o Sogorn quanto a direção da maternidade creditam o índice à falta de estrutura para as gestantes no interior do estado. “Na rede pública a gestante não tem o direito de escolher a cesariana, ela só acontece por indicação obstétrica. O caso é que muitas das gestantes sofrem com a falta de infraestrutura e acolhimento nos seus municípios, e precisam peregrinar até a capital em busca de atendimento”, explica a vice-presidente da sociedade, Maria do Carmo Lopes.

Devido ao longo período de “peregrinação”, o tempo de nascimento normal é ultrapassado e a única saída é a cirurgia. Muitas vezes, cita Maria do Carmo, o problema é a falta de médicos no interior. “Em Caicó, por exemplo, só há um obstetra na maternidade estadual”, elencou.
“O ano de 2012 foi uma catástrofe. Se não fosse a ação da Januário Cicco, seria um ano ainda mais difícil para as parturientes potiguares. Muitas procuravam nossa assistência porque não encontravam vagas nas maternidades”, comentou o diretor da Maternidade Januário Cicco, Kléber Morais.

Um exemplo dessa falta de estrutura foi a paralisação das maternidades municipais. Durante boa parte do ano de 2012, as maternidades das Quintas, Felipe Camarão e Leide Morais (zona norte), estiveram fechadas por causa da falta de médicos e leitos. A demanda foi absorvida pela MEJC, que passou os últimos meses com grávidas instaladas nos corredores.

Para este ano, Morais aguarda uma redução no número de cesáreas. “Consegui o compromisso da Secretaria de Saúde municipal da implantação do sistema de regulação de leitos. A regulação garante que a grávida realizará o parto no mesmo lugar em que foi realizado o pré-Natal”, comenta o médico. “É preciso ter a consciência que é melhor o parto normal para saúde da criança e da mãe”, conclui. 

Fonte: Novo Jornal