NATAL: FALTA DE PESSOAL GERA TRANSTORNOS NO HOSPITAL INFANTIL SANDRA CELESTE
Geral
10.08.2010
CORREIO DA TARDE – 10-08-2010
Secção: Urgente
Por: Michelle Phiffer
Link: http://www.correiodatarde.com.br/editorias/urgente-56749
Publicado no dia 09/08/10
FALTA DE PESSOAL GERA TRANSTORNOS NO HOSPITAL INFANTIL SANDRA CELESTE
Pacientes que vão ao pronto-socorro do Hospital Infantil Sandra Celeste, em busca de atendimento para seus filhos, chegam a esperar até quatro horas. Durante toda semana passada, até mesmo casos de urgência foram obrigados a ficar na fila, porque apenas dois médicos estavam no local. A recepcionista Maria de Lourdes da Silva foi uma das prejudicadas pelo problema.
No dia 3 de agosto, Lourdes levou seu filho ao hospital e ficou das 18h às 22h esperando atendimento. "O pronto socorro é muito cheio, são apenas dois médicos atendendo. Esperei quatro horas para que meu filho fosse examinado e só consegui porque reclamei com a enfermeira".
De acordo com a recepcionista, além da demora para receber o atendimento, a criança depois de examinada ainda precisa aguardar até ser liberada. "Uma das mães já tinha conseguido atendimento para o filho, mas estava há quase uma hora esperando mostrar o resultado para que o médico liberasse a criança. O local é ermo e sem segurança, eu, pelo menos, estava com o meu marido, mas várias mulheres estavam sozinhas e ainda ficaram lá depois que sai. Imagina o perigo que correm por causa dessa espera", afirmou. Maria de Lourdes lembrou que uma das mães desistiu de esperar e preferiu ir embora, dizendo que se fosse para o filho morrer numa fila de hospital, preferia que fosse em casa.
A falta de informação é outro problema. Lourdes não foi informada que deveria entregar a ficha na recepção, fato que atrasou em uma hora o atendimento. "Os recepcionistas são mal educados e argumentam que 'hospital público é assim mesmo, tem que esperar”. Acho uma falta de respeito com as pessoas que já estão sensibilizadas com suas crianças doentes. Deveria haver pelo menos um profissional para cuidar dos casos mais graves, enquanto os outros tratavam daqueles que podem esperar", afirmou.
Segundo Telma Lúcia de Araújo, diretora do pronto socorro, os poucos médicos cuidam das enfermarias e do pronto socorro. São realizados, por dia, cerca de 200 atendimentos e, infelizmente, essa espera tem que acontecer. “Já enviamos uma requerimento à SMS, solicitando mais um médico para o nosso quadro, esclarecendo a nossa situação, mas até agora nada foi feito e temos que trabalhar nessas condições", disse.