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NÚMERO DE CASOS DE DENGUE DEVE SER MENOR DO QUE EM 2009

Geral

03.11.2010

GAZETA DO OESTE | COTIDIANO

Publicado no dia 03/10/10

 
O número de casos de dengue em Mossoró segue uma escala decrescente. Em 2009, o Levantamento de Índice Rápido Amostral de Infestação por Aedes Aegypti (LIRAa) apontou uma média de infestação predial de 4,9%. Até o mês de outubro deste ano, esse número caiu para 4,3%.
Até o fim da última semana, foram notificados 90 casos e confirmados 22 de dengue clássica. No ano passado foram 309 notificações e 110 casos de dengue clássica; 8 de dengue com complicações e 7 do tipo hemorrágica.
Segundo os coordenadores do Programa Municipal de Controle da Dengue em Mossoró, Tereza Cristina e Sandro Elias, todas as medidas estão sendo tomados para não deixar o índice se elevar e, consequentemente, continue baixando. "O patamar está mantido devido à rotina dos agentes de endemias e ao larvicida que está sendo usado", comenta Tereza.
Mesmo decrescente, o número mantido ainda está acima do que é recomendado pelo Ministério da Saúde, que é de 1%. A coordenadora atribui o número devido às altas temperaturas registradas, domicílios fechados e a cultura ainda existente de uso de tonéis e potes para acumular água parada.
Sandro Elias chama atenção da população, que é a maior força contra a dengue. "As pessoas precisam cuidar melhor dos reservatórios, acondicionarem o lixo devidamente, não deixar água parada em vasos, jarros, pneus, garrafas e outros objetos que sejam propícios à reprodução do mosquito", recomenda.
Para reforçar os trabalhos educativos de combate, o Departamento de Vigilância à Saúde vai realizar no início de dezembro o seminário "Dengue: novos desafios e perspectivas". São convidados a participar do evento todos os interessados no tema de Mossoró e cidades circunvizinhas. "O objetivo é divulgar o trabalho que vem sendo feito, receber e colocar em prática novas propostas de combate", complementa Tereza.

DIFICULDADES — Além das residências e outros imóveis fechados, os agentes de endemias estão encontrando outro problema para desenvolver os trabalhos de rotina.
Não se sabe onde e quando teve início, mas conversas informais de populares davam conta de que os profissionais da saúde estariam denunciando a existência de animais silvestres à Polícia Ambiental de Mossoró. "Não tem cabimento isso estar acontecendo. É bom deixar bem claro que o papel do agente é de conscientização e combate ao mosquito e não tem nada a ver com essa questão de animais. A gente pede que as pessoas deixem os agentes entrarem em suas residências para realizar o trabalho normalmente", explica Sandro Elias.

Fonte: GAZETA DO OESTE | COTIDIANO