3201 5491

FALE COM A GENTE

ÁREA DO COOPERADO

Obra do Hospital da Polícia chega a 85%, mas Governo do Estado não garante profissionais

Geral

08.08.2013

A obra de reforma e ampliação do Hospital Central Coronel Pedro Germano, conhecido como Hospital da Polícia, já está com 85% concluída. A expectativa é que até o final do ano, o Hospital esteja pronto e com capacidade máxima para 130 leitos, sendo dez leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Adulto, que hoje conta apenas com três, e dez leitos de UTI Neonatal, que hoje conta com sete leitos. No entanto, para que o Hospital volte a funcionar na plenitude, a direção espera que seja solucionado o problema de déficit de recursos humanos na unidade hospitalar. Desde 2011, a direção solicitou ao Governo do Estado a realização de um concurso público, mas que, em virtude da Lei de Responsabilidade Fiscal, fica impossibilitado de fazê-lo. A Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) está concluindo um estudo de dimensionamento técnico para identificar quantos profissionais serão necessários para o Hospital.

O diretor do Hospital da Polícia, coronel Kleber Cavalcanti, explicou que a obra já atingiu 85% de concluída, mas esbarra na instalação do ar condicionado central, que depende de compra por licitação. O processo encontra-se em fase final na Secretaria de Infraestrutura e a expectativa é que nos próximos meses esse sistema de refrigeração seja instalado. Após a reforma, que aumentará em mais de cinco mil metros quadrados de área construída, o Hospital da Polícia passará a funcionar com 130 leitos – de clínica médica, clínica cirúrgica e obstetrícia -, já que a maternidade terá capacidade para 30 leitos. Além disso, o Hospital estará habilitado para realizar cirurgias eletivas, inclusive procedimentos ortopédicos.

O coronel Kleber Cavalcanti conta que o quadro de médicos e enfermeiros da Polícia Militar está com déficit de profissionais. Com isso, o diretor teme que o Hospital possa concluir a sua reforma e ampliação, mas ser impossibilitado de funcionar com a capacidade máxima por falta de profissionais. “Esperamos que esse problema possa ser resolvido até lá para que possamos funcionar plenamente, pois o hospital atende exclusivamente ao Sistema Único de Saúde e a população será a maior beneficiada”, afirmou.

Diante da crise na assistência obstétrica, o diretor disse que o setor de maternidade do Hospital da Polícia poderá ser aberto antes do prazo final, mas não arriscou uma previsão. A parte física do setor já está na fase final de acabamento, que depende da instalação da rede de oxigênios, dos gases medicinais, que já está sendo providenciado, além da aquisição e instalação dos climatizadores de ar.

Segundo o diretor do Hospital da Polícia Militar, os recursos oriundos do Governo Federal, no valor de cerca de R$ 8 milhões destinados a aquisição de equipamentos para a unidade já se encontram disponíveis e em breve será iniciado o processo de licitação.

CONVOCAÇÃO

Ontem, o secretário estadual de Saúde, Luiz Roberto Fonseca, anunciou que a Governadora Rosalba Ciarlini autorizou o processo de convocação de 43 profissionais de saúde, entre enfermeiros, técnicos de enfermagens e Clínicos, aprovados no concurso de 2010, para serem lotados no Hospital da Polícia. O secretário destacou que mesmo diante das dificuldades financeiras vividas pelo Rio Grande do Norte, “a governadora mais uma vez demonstra seu comprometimento com os serviços de saúde pública” e que diante das necessidades apresentadas pelo Hospital da Polícia, realizará a convocação de novos profissionais para complementação do quadro da unidade.

De acordo com Luiz Roberto Fonseca, a medida visa ampliar a capacidade de atendimento daquele hospital que, desde setembro de 2012, oferece 16 leitos, como retaguarda para o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel. Além disso, o Hospital também oferece sete leitos de UTI Neonatal e sete leitos de UCI, unidade intermediária. “O Hospital Central Coronel Pedro Germano passa por um processo de reforma e ampliação, que aumentará a capacidade de atendimentos do hospital de 50 para 130 leitos, ajudando a desafogar outras unidades do Estado”, disse o secretário estadual de Saúde.

O diretor explicou que os profissionais que devem chegar nos próximos dias serão para compor as escalas da UTI Neonatal e da assistência aos 16 leitos de clínica médica. Ao todo, o diretor solicitou 28 técnicos de enfermagem, oito enfermeiros e nove médicos de clínica geral. “Desde que os leitos foram abertos, estes servidores ficaram de vir e ainda não chegaram. Até o momento, os servidores vinham trabalhando com os plantões eventuais, feito por técnicos de enfermagem de outros hospitais da rede que vinham dar horas extras aqui no Hospital da Polícia, mas isso estava ficando inviável”, destacou o coronel Kleber Cavalcanti. “Com o anúncio da convocação de novos profissionais iremos ampliar nossa capacidade de atendimento, colaborando para atenuar a grande demanda dos demais hospitais do Estado”.

Fonte: O Jornal de Hoje