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Plástica auxilia reconquista da autoestima em pacientes vítimas de câncer de mama

Geral

09.11.2015

Nos últimos anos o número de cirurgias plásticas para reconstrução mamária tiveram um aumento significativo. Segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, em 2009 apenas 18 mil mulheres se submeteram a este procedimento enquanto que em 2014 este número subiu para 103 mil.

Toda paciente que passou por uma mastectomia pode realizar reconstrução da mama (Foto: Divulgação)
Toda paciente que passou por uma mastectomia pode realizar reconstrução da mama (Foto: Divulgação)
Para pacientes que tiveram câncer de mama e precisaram realizar a retirada total ou parcial da mama, a cirurgia plástica têm contribuído em muito para que estes pacientes recuperem sua autoestima.

O cirurgião plástico Paulo Henrique Duarte, que atua como cirurgião plástico em Natal e Belo Horizonte, explica que é preciso analisar cada caso individualmente para que escolha do procedimento que melhor às necessidades do paciente.

“Existem várias opções e procedimentos cirúrgicos, desde implantes temporários ou definitivos ao uso apenas de implantes de silicone. A reconstrução da mama pode ser imediata ou tardia, mas ela deve ser individualizada. Para cada caso é preciso ver qual é o procedimento mais indicado”.

A priori toda paciente que passou por uma mastectomia pode realizar a reconstrução da mama. Em alguns casos a reconstrução da mama é feita logo após a retirada do câncer.

Autoestima

O cirurgião comenta ainda que a reconstrução imediata ajuda quanto a autoestima desses pacientes. “A cirurgia imediata traz como benefício o resgate da autoestima dos pacientes. É preferível, em alguns casos, que seja tardia para que assim não haja aumento do risco de complicações durante a cirurgia. Geralmente quando o paciente está fazendo tratamento com radioterapia também é aconselhável esperar acabar as sessões e só depois de uns meses fazer a reconstrução”.

Como em boa parte dos casos apenas uma das mamas precisa ser retirada, Paulo Henrique Duarte esclarece que nem sempre há necessidade de estender o procedimento à mama que está sadia.

“Inicialmente se reconstrói a mama que foi mutilada. Posteriormente pode ser necessário, caso a paciente tenha uma queixa estética, que a outra mama também seja operada. Pode ser feita então uma redução, suspensão, ou implante de silicone para aproximar o formato do outro seio ao da mama reconstruída”. O procedimento pode deixar cicatrizes, mas já existem disponíveis no mercado produtos tópicos que ajudam na redução dessas marcas.

O médico cirurgião relembra ainda que é preciso que a paciente continue sobre os cuidados de um mastologista mesmo após a retirada do câncer. “É preciso que seja feito um follow up, um acompanhamento por cinco anos com o mastologista. Esse acompanhamento é necessário até que se possa ser declarada a cura da paciente”.

Fonte: Tribuna do Norte