Profissionais de saúde discutem prevenção e tratamento da Leishmaniose Visceral
Geral
18.07.2014
Na manhã da última quarta-feira (16) a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) em parceria com o município de Assú promoveu o 1º Fórum Municipal de Leishmaniose Visceral. O evento realizado na Câmara de Vereadores teve como objetivo discutir com profissionais de saúde e educação do município as ações de prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento da doença. Participaram cerca de 100 profissionais, entre médicos, veterinários, enfermeiros, agentes de saúde e de endemias e coordenadores pedagógicos da rede de educação municipal. Na programação, o médico infectologista do Hospital Giselda Trigueiro, Igor Queiroz, falou sobre diagnóstico precoce, tratamento e acompanhamento dos casos da doença em humanos. E as técnicas da Sesap, as biólogas Iraci Nestor, Ximênia Lopes e Iraci Duarte falaram sobre notificação dos casos, controle do reservatório canino e vetorial, e a importância da atuação dos profissionais de saúde do município. Segundo Iraci Nestor, subcoordenadora da Vigilância Ambiental da Sesap, o evento foi produtivo, houve grande interação do público, sobretudo na construção de propostas para ações de educação em saúde com o intuito de informar e sensibilizar a população sobre as medidas de prevenção da Leishmaniose Visceral. Popularmente conhecida como Calazar, a Leishmaniose Visceral é uma doença que acomete tanto animais (cães, raposas, marsupiais) quanto humanos. Atualmente é tida como um grave problema de saúde pública, onde 90% dos casos humanos não tratados evoluem para óbito. É transmitida por um parasita por meio da picada do mosquito palha tanto em cães quanto para seres humanos. O inseto costuma picar ao entardecer e durante a noite, suas larvas se criam em chão de terra, em locais sombreados, perto das árvores, folhagens e em abrigos de animais. De acordo com o último Boletim Epidemiológico da Vigilância Ambiental da Sesap (junho/2014), no Rio Grande do Norte são freqüentes os casos em humanos e as formas mais graves da doença costumam ser encontradas em crianças, idosos e portadores do vírus HIV, devido à baixa imunidade desses grupos. A LV é endêmica em todas as regiões do estado, porém, os municípios de Natal, Mossoró, Açu e Parnamirim são classificados epidemiologicamente como de transmissão intensa. Os cães acometidos pela leishmaniose visceral podem apresentar os seguintes sinais: apatia, lesões de pele, queda de pelos, inicialmente ao redor dos olhos e nas orelhas, emagrecimento, lacrimejamento (conjuntivite) e crescimento anormal das unhas. O Ministério da Saúde recomenda a eutanásia dos animais comprovadamente infectados. Já no homem, os principais sintomas são: febre irregular de longa duração (mais de 7 dias), falta de apetite, emagrecimento, fraqueza, aumento do baço e do fígado. No período de 2011 a 2013, de acordo com o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), foram registrados 314 casos confirmados de LV humana no RN, distribuídos em 59 municípios. Dentre eles, merecem destaque: Natal (74), Mossoró (51), Açu (19) e Parnamirim (17). Nesse mesmo período, 14 pessoas foram a óbito pelo agravo.
Fonte: SESAP/RN