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13.01.2011

JORNAL DE FATO | MOSSORÓ

Publicado no dia 13/01/11


É com a chegada do veraneio e do período de chuvas que muitos mossoroenses sentem a mudança brusca de temperatura. Resultado: o tempo acaba gerando crises de garganta, mal-estar e as temidas viroses. Adultos de todas as idades sofrem com as infecções e podem sentir os mesmos sintomas, mas são crianças as principais vítimas. Algumas chegam a apresentar problemas respiratórios, vômito, diarreia e desidratação. O pediatra Almir de Assis alerta que, com a chegada do inverno, a situação fica mais agravante, já que o clima de Mossoró favorece o aparecimento das incômodas laringite, faringite, gripes e infecções de ouvido. "Essas doenças não só aparecem com essa mudança de tempo, como podem se agravar de acordo com o organismo do indíviduo. As crianças estão, com certeza, mais expostas", esclarece o médico.
Almir de Assis alerta que neste período outras doenças podem surgir e, inclusive, recaem de maneira mais grave nas crianças. São enfermidades comuns, como o rotavirus e a diarreia prolongada. Outra doença infectocontagiosa mais preocupante é a meningite. De acordo com o pediatra, ela é bastante preocupante porque em muitos casos pode ser fatal ou deixar graves sequelas graves. "Apesar de os casos serem cada vez mais raros, na maior parte dos casos as crianças sobrevivem sem sequelas", acrescenta Almir de Assis. Das duas, a viral é a menos grave e a mais comum também. Na maioria dos casos, a criança se recupera sem maiores problemas. Ela pode ser identificada pela dor de cabeça, sonolência, vômito e convulsão.
VÍRUS MAIS FORTES
Os especialistas alertam que o fato de os seus organismos estarem ainda em formação leva as crianças a ficar mais expostas a doenças. A criança adoece mais facilmente porque a via respiratória está mais fina e que por isso qualquer secreção a deixa entupida.
O pediatra explica que as crianças são carentes de hemoglobina, substância preparada para defender o organismo. Como esse sistema não está completamente formado, as crianças ficam mais frágeis, por isso quando elas começam a ir à escola ficam doentes mais frequentemente.

Fonte: JORNAL DE FATO | MOSSORÓ