RN REGISTRA REDUÇÃO DE CASOS SUSPEITOS DA GRIPE A EM 2010
Geral
08.11.2010
CORREIO DA TARDE | URGENTE
Publicado no dia 06/11/10
A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) divulgou, na tarde da última quinta-feira (04), nota técnica sobre a vigilância epidemiológica da gripe A (H1N1) no período pós-pandêmico, iniciado em 10 de agosto de 2010, mediante pronunciamento da Organização Mundial de Saúde. Assim como no restante do país, o Rio Grande do Norte apresentou, em 2010, uma redução significativa das notificações da doença em relação a 2009.
Conforme a nota técnica, entre abril de 2009 e outubro de 2010, o Estado contou com 1.998 casos suspeitos de Influenza A, dos quais 90,7% referem-se ao ano de 2009, quando ocorreram 354 confirmações, enquanto apenas seis foram feitas em 2010. Dentre estas, 16 casos evoluíram para óbito no ano passado e quatro neste ano.
Apesar da redução no número de casos graves e óbitos em todo o país, a OMS e o Ministério da Saúde reforçam as recomendações de continuar o monitoramento do vírus e manter os cuidados. Portanto, a vigilância do agravo por parte das secretarias estaduais e municipais de saúde deve priorizar o monitoramento de eventos incomuns; investigação de casos graves individuais ou surtos; monitoramento das infecções respiratórias agudas e vírus circulantes e manutenção e atualização dos fluxos de informações.
Assim, em todas as unidades de saúde deve continuar a notificação de casos suspeitos, que compreende pessoas de qualquer idade – mesmo as vacinadas contra a Influenza A – em internação hospitalar com quadro de febre acima de 38ºC, tosse ou dor de garganta, acompanhado ou não de manifestações gastrointestinais, falta de ar ou outro sinal de gravidade. Para esses casos, permanece a necessidade de coleta da secreção nasofaríngea, que deve ser encaminhada ao Laboratório Central (Lacen), no horário das 7h às 19h, para posterior envio ao Instituto Evandro Chagas, de forma a possibilitar a identificação viral.
"Alertamos para a importância de darmos continuidade à vigilância e à notificação dos casos de gripe A, de modo que possamos detectar precocemente eventuais alterações do vírus H1N1 e planejar ações, caso necessárias", explicou a técnica responsável pela Vigilância da Influenza no RN, Stella Leal.
Fase pós-pandêmica
Em 10 de agosto de 2010, a OMS anunciou o início do período pós-pandêmico da gripe H1N1. Isso significa que o vírus continua circulando pelo mundo, mas junto com outros vírus sazonais (da gripe comum) e em intensidade diferente entre os países. De acordo com a OMS, o monitoramento epidemiológico mostrou que o vírus H1N1 não sofreu mutação para formas mais letais, além da vacina ter se mostrado eficaz para proteger a população.
No entanto, a OMS alerta que, mesmo com a mudança de nível, o monitoramento e as ações preventivas devem continuar, especialmente em relação aos grupos mais vulneráveis como gestantes, portadores de doenças crônicas e crianças menores de dois anos.