Santa Catarina: reforma de hospital está próxima de conclusão
Geral
03.07.2012
De Jéssica Barros, especial para o Diário de Natal
Se arrastando desde março de 2010, o período de reformas no Hospital Dr. José Pedro Bezerra, mais conhecido como Hospital Santa Catarina, pode finalmente chegar ao fim. Segundo a diretoria da unidade, a obra se encontra em sua última fase e deveria ter sido entregue em outubro de 2010. Após oito paralisações na reforma, a expectativa é de que as obras no Pronto Socorro do hospital e no setor de radiologia sejam entregues até o final do mês.
O diretor administrativo da unidade, José Carlos Leão da Silva, explica que na maioria das vezes em que a reforma foi interrompida o motivo alegado pela empresa prestadora do serviço, a Gascon, era de que eram necessários reajustes nos valores da obra, um aditivo no preço.
Atualmente, a reforma está em andamento, apesar de executada em ritmo mais lento do que deveria, e está sendo concluída a parte física da obra. José Carlos Leão diz, da parte da diretoria da unidade, o que se pode fazer é tentar fiscalizar o andamento das obras e é comum se ver trabalhando um número de funcionários da empresa muito aquém do necessário para dar agilidade à obra.
Apesar do contrato da Gascon ter sido firmado com a Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap), os trâmites da reforma correm na Secretaria Estadual de Infraestrutura (SIN). Quando a diretoria do hospital constata uma irregularidade aciona a SIN para que as providências sejam tomadas. A secretaria também é responsável por analisar e liberar os aditivos no preço da obra.
José Carlos Leão da Silva disse que o hospital também deu entrada em processos junto à SIN para realizar a climatização do seu Pronto-Socorro, como também para a aquisição de materiais e equipamentos. Segundo ele, a maior dificuldade da gestão do Santa Catarina é lidar com um aumento crescente da demanda de pacientes, que muitas vezes deveria ser assistida na rede básica, e conseguir administrar a questão do abastecimento da unidade. São cerca de 12.500 atendimentos mensais, 25 partos diários e números que só crescem.
"Nós não podemos negar o serviço, que é do SUS,um direito da população, mas também é difícil planejar as necessidades de abastecimento do hospital quando essa realidade muda e cresce a cada dia", diz o diretor administrativo da unidade. Além do atraso na reforma do hospital, o que também preocupa a direção é o fato da unidade ser referência e a população não ter outro lugar para buscar assistência. "Essa reforma já passou do tempo e nós sabemos que a população precisa do serviço. Eles não têm para onde ir", finaliza José Carlos Leão.
Fonte: Diário de Natal