SECRETARIA DE SAÚDE DIVULGA BALANÇO SOBRE A GRIPE A
Geral
05.11.2010
O MOSSOROENSE | REGIONAL
Publicado no dia 05/10/10
A Secretaria Estadual da Saúde Pública (Sesap) divulgou, ontem, nota técnica sobre a vigilância epidemiológica da gripe A (H1N1) no período pós-pandêmico, iniciado em 10 de agosto de 2010, mediante pronunciamento da Organização Mundial de Saúde (OMS). Assim como no restante do país, o Rio Grande do Norte apresentou, este ano, redução significativa das notificações da doença em relação a 2009.
Conforme a nota técnica, entre abril de 2009 e outubro de 2010, o Estado contou 1.998 casos suspeitos de Influenza A, dos quais 90,7% referem-se ao ano de 2009, quando ocorreram 354 confirmações, enquanto apenas seis foram feitas em 2010. Dentre estas, 16 casos evoluíram para óbito no ano passado e quatro neste ano.
Apesar da redução no número de casos graves e óbitos pela gripe A em todo o país, a OMS e o Ministério da Saúde reforçam as recomendações de continuar o monitoramento da circulação do vírus e manter os cuidados. Portanto, a vigilância do agravo por parte das secretarias estaduais e municipais de Saúde deve priorizar o monitoramento de eventos incomuns; a investigação de casos graves individuais ou situações de surto; o monitoramento das infecções respiratórias agudas e vírus circulantes e a manutenção e atualização do fluxo de informações.
Assim, em todas as unidades de saúde deve continuar a notificação de caso suspeito de Doença Respiratória Aguda Grave, que compreende pessoas de qualquer idade – mesmo as vacinadas contra a Influenza A – em internação hospitalar com quadro de febre acima de 38ºC, tosse ou dor de garganta, acompanhado ou não de manifestações gastrointestinais, falta de ar ou outro sinal de gravidade. Para esses casos, permanece a necessidade de coleta da secreção nasofaríngea, que deve ser encaminhada, juntamente com a ficha de notificação, ao Laboratório Central (Lacen), no horário das 7h às 19h, para posterior envio ao Instituto Evandro Chagas, de forma a possibilitar a identificação viral.
"Alertamos para a importância de darmos continuidade à vigilância e à notificação dos casos de gripe A, de modo que possamos detectar precocemente eventuais alterações do vírus H1N1 e planejar ações de saúde, caso se faça necessário", explicou a técnica responsável pela Vigilância da Influenza no RN, Stella Leal.
FASE
Em 10 de agosto passado, a OMS anunciou o início do período pós-pandêmico da gripe H1N1. Isso significa que o vírus continua circulando no mundo, mas junto com outros vírus sazonais (da gripe comum) e em intensidade diferente entre os países. De acordo com a OMS, o monitoramento epidemiológico mostrou que o vírus H1N1 não sofreu mutação para formas mais letais, além de não ter ocorrido resistência significativa ao antiviral fosfato de oseltamivir e da vacina ter se mostrado eficaz para proteger a população.
Essas evidências contribuíram para a decisão de mudar o nível de alerta para a fase pós-pandêmica. No entanto, a OMS alerta que, mesmo com a mudança de nível, o monitoramento e as ações preventivas devem continuar, especialmente em relação aos grupos mais vulneráveis para desenvolver formas graves da doença, como gestantes, portadores de doenças crônicas e crianças menores de 2 anos de idade.