SECRETÁRIA EXPLICA FUNCIONAMENTO DA SAÚDE
Geral
28.01.2011
JORNAL DE FATO | ESTADO
Publicado no dia 28/01/11
Messias Targino – A secretária de Saúde Mônica de Andrade Ferreira, de Messias Targino, entrou em contado com o Jornal De Fato se mostrando surpresa com a informação de que o Ministério Público Estadual abriu investigação para saber sobre o funcionamento da rede de saúde do município, especificamente porque tantas mulheres vão ter seus filhos em outras cidades.
"De antemão, informamos que ainda não recebemos qualquer notificação oriunda do Ministério Público Estadual relacionada ao tema que foi abordado na matéria", diz a secretária, acrescentando que "quanto às gestantes do município, muitas têm os seus filhos e filhas em Messias Targino, no hospital de pequeno porte 'Paulina Targino', sendo realizados através de procedimentos normais alguns partos e outros através de cirurgia cesariana", informa.
A secretária disse que dependendo da situação de saúde da grávida e da criança prestes a nascer, em algumas vezes ocorre de o médico de plantão no dia recomendar o encaminhamento para uma unidade de saúde de um outro centro urbano, para que mãe e filho (a) não sofram nenhum problema durante o trabalho de parto.
Em Messias Targino, segundo a secretária, "o serviço público de saúde é levado a sério, e procuramos oferecê-lo à comunidade da melhor forma possível. No entanto, não são poucos os percalços encontrados, a começar pela escassez de recursos financeiros, pois, para um município do porte de Messias Targino, não são volumosos os valores transferidos de outras Unidades da Federação dentro da rede que é o Sistema Único de Saúde (SUS)".
Mônica Ferreira disse que "o nosso hospital, de pequeno porte (assim classificado perante o Ministério da Saúde) tem a estrutura de uma unidade de saúde típica de uma cidade pequena, sem muitos recursos técnicos que, em regra, somente encontramos em unidades de saúde de centros urbanos maiores, como Natal e Mossoró e assim mesmo estes centros de saúde enfrentam sérias dificuldades devido à demanda de todas as cidades do interior", diz.
A secretária acrescentou que "além disso tudo, há uma enorme carência no mercado de trabalho dos profissionais da área médica, que se recusam a trabalhar nos municípios menores e mais afastados das grandes cidades, como é Messias Targino. E assim o fazem movidos por várias razões: por acharem que a contraprestação salarial não é adequada, porque têm suas famílias nas grandes cidades, porque nestas desfrutam de uma vida de maior conforto, dentre outras".
Por não ter equipamentos adequados, muitos médicos preferem encaminhar suas pacientes a outras cidades, até como forma de garantir a vida da paciente e do filho que vai nascer. "Médicos obstetras, então, estes são uma realidade ainda mais distante. O mercado de trabalho tem poucos desses profissionais, e estes poucos preferem os centros urbanos maiores", diz.
Mesmo com dificuldades financeiras e de se encontrar obstetras, "colocamos à disposição da comunidade messiense diariamente, um médico clínico geral, em dias específicos de cada mês, disponibilizamos também os serviços de obstetra e cirurgia, de um ginecologista e um pediatra, de uma nutricionista, além de um psicólogo e fonoaudiólogo".
Para as gestantes, oferecemos um amplo e rigoroso acompanhamento de pré-natal, e depois de nascida a criança, disponibilizamos um acompanhamento em nossa unidade básica de saúde, até que a criança atinja certa idade. A secretária disse que quando notificada pelo Ministério Público Estadual vai apresentar toda documentação solicitada e inclusive convidar a promotora de Justiça, Micaele Caddah, da Comarca de Patu, para visitar os serviços de saúde em Messias Targino.