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Sem registro, bolivianos do Mais Médicos não trabalham há quase um mês

Geral

14.10.2013

pesar de manter há quase um mês uma rotina de oito horas diárias na Unidade Básica de Saúde Vila Curuçá, na zona leste de São Paulo, a médica boliviana Melissa Cristal Caballero, de 26 anos, não pode atender um paciente sequer. Formada pela ELAM (Escola Latino-Americana de Medicina), em Cuba, com especialidade em Saúde da Família, ela passa os dias acompanhado as equipes que deveria reforçar.

Isso porque ela e os seis médicos estrangeiros que chegaram em agosto a capital paulista, pelo programa Mais Médicos, ainda não receberam o registro profissional provisório emitido pelo Cremesp (Conselho Regional de Medicina de São Paulo), que permite o exercício da medicina no Brasil.

"Não estou trabalhando ainda. Estou em processo de treinamento, conhecendo o território, os protocolos específicos e o perfil epidemiológico. Ainda estamos esperando a liberação do CRM para começar o atendimento", disse em português com sotaque carregado.

O Cremesp, responsável pela emissão dos registros, alega estar analisando a documentação entregue pelo Ministério da Saúde que comprove a formação desses médicos.

Bolivianos são maioria
Arte UOL
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Veja o infográfico
Natural de Cochabamba, Melissa chegou a São Paulo em 26 de agosto com o marido Diego Villalpando, de 28 anos, também médico selecionado pelo programa. Com Melissa e o marido, a capital paulista contará com quatro médicos da Bolívia, um da Venezuela, um da Argentina e um de Portugal entre os estrangeiros que atuarão nas regiões sul, sudeste, leste e norte da cidade.

Desde então, o casal procura por um apartamento nas mediações da unidade básica onde trabalham. Enquanto não acham, vivem em um apartamento no Itaim Paulista, na zona leste, alugado de uma enfermeira.

Para arcar com o custo, eles usam a bolsa de auxílio-moradia de R$ 2.000 e a bolsa integral de R$ 10 mil, dadas a cada um. Eles recebem também um auxílio-transporte de mais de cem reais e um vale-alimentação de R$ 356, segundo Melissa. 

Fonte: UOL